"Malévola" está chegando aos cinemas no fim deste mês, e as expectativas dos fãs estão lá em cima. Desde o primeiro anúncio, em 2012, o filme vem sendo esperado vorazmente. Cada imagem e cada vídeo são uma nova pista do que "Malévola" pode se tornar. Com isso em mente, pensamos em algumas coisas que queremos ver no filme (e outras que não queremos ver). Confira abaixo o que esperamos de "Malévola":

1) Que não seja como "Branca de Neve e o Caçador"


"Branca de Neve e o Caçador" foi outro filme medieval baseado num conto de fadas de sucesso que tratava da rivalidade e inimizade entre a mocinha e a vilã. A expectativa também era alta. Se existe algum conto de fadas tão adorado quanto "A Bela Adormecida", com certeza é "Branca de Neve", e uma versão dark era tudo o que os fãs mais queriam. Entretanto, chegou o filme, e, sejamos sinceros, quantos de nós não ficaram decepcionados? Em vez de fazer um bom filme medieval e aproveitar o máximo de sua proposta sombria, "Branca de Neve e o Caçador" foi mais um genérico, um clichê de duas horas e meia, sem absolutamente nada de novo ou original. Isso sem contar o desperdício de personagens, sem o mínimo desenvolvimento, o roteiro ruim e o ritmo lento e entediante do filme. Não queremos isso para "Malévola". Queremos um filme dramático e empolgante, o mais original possível (afinal, em quantos filmes a protagonista é a vilã?), um filme que nos faça gostar dos personagens e nos envolva, e, o mais importante, com o mínimo de clichês.

2) Que Malévola não seja apenas mais uma vilã


Ainda sobre "Branca de Neve e o Caçador", muito se esperava da vilã, a Rainha Má, e, mais uma vez, o filme nos decepcionou. Uma vilã que tinha todo um potencial dramático, que poderia ser muito mais explorada, acabou caindo no velho clichê de crueldade sem motivo - ou melhor, com um motivo ridículo. Sinceramente, se não fosse pela incrível atuação de Charlize Theron, o que seria a Rainha Má? A proposta era humanizar a Rainha, mas foi tudo tão mal desenvolvido que ela se tornou apenas mais uma vilãzinha. Malévola, a encarnação do mal puro, não pode ser reduzida a isto. Queremos ver uma vilã forte, cruel, sim, mas queremos humanidade - e humanidade de verdade. Queremos ver o que ela pensa. Queremos ver se ela tem algum conflito moral quanto a seus atos. Queremos ver se ela teve algum momento de dúvida. Queremos ver por que ela se tornou má (e é bom que o motivo seja ótimo).  Não queremos que ela deixe de ser má, isso jamais - botar o circo pra pegar fogo é a especialidade de Malévola, e queremos ver ela destruindo tudo, sem nenhum sinal altruísmo. Mas, acima de tudo, queremos entender Malévola, e não deixar que ela se torne apenas uma malvada. De "apenas malvados" já temos montes. Queremos uma vilã má e cruel, mas humana.

3) Um bom roteiro e drama


Sabemos que um blockbuster tem que ter muita ação pra funcionar, mas não queremos ver só isso. Não queremos um filme que só tenha batalhas e efeitos especiais. Queremos um filme com uma história boa. Haverá guerra, obviamente, isso os trailers já deixaram claro. Mas queremos também saber sobre a política do reino, sobre os personagens, sobre toda a história que envolve o mito de Malévola. Não precisa ser nenhum "Game Of Thrones", basta ter um roteiro inteligente e dramático. Sim, dramático! Queremos ver os conflitos, os desesperos e os medos de cada personagem, mais ou menos como aconteceu em "Noé", em que pegaram personagens já conhecidos por todos e os colocaram em situações bem difíceis, conseguindo criar alguns momentos bem emocionais. Os trailers anunciam: "você já conhece a história, agora, conheça a verdade". E, como já dissemos acima, nada de clichês, por favor!

4) Que Aurora não seja apenas uma mocinha boazinha


Elle Fanning é uma das minhas atrizes favoritas. Quem já viu "Super 8" ou "Ginger & Rosa" sabe o porquê: apesar de bem novinha, ela já é uma baita atriz, e, quando crescer, tenho certeza de que se tornará Hollywood a seus pés. Quando vi que ela tinha ganho o papel de Aurora, eu meio que pulei de alegria - mas então, veio a preocupação. E se ela se tornar uma nova Branca de Neve? Muitas pessoas já comentaram sobre isso. Não queremos uma Aurora sonsa. Ela pode até ser boa e inocente, como no filme da "Bela Adormecida", mas não queremos vê-la completamente apagada. Segundo a sinopse, Aurora é a chave para a salvação de Malévola... ou para sua destruição. Uma personagem com tanta importância deve ser tratada como tal, e, claro, é um crime desperdiçar o talento de Elle Fanning.

5) Atuações boas


Já falei que Elle Fanning é uma atriz extremamente talentosa e que isso deve ser aproveitado. Pois bem, o mesmo vale para o resto do elenco. Sharlto Copley, que interpreta o pai de Aurora, participou de "Distrito 9" e já provou que é um ótimo ator. O Príncipe Felipe do filme, Brenton Thwaites, vem colecionando elogios, mesmo com poucos trabalhos. Mas quem vai receber mais destaque é, inegavelmente, Angeline Jolie no papel da bruxa. Nem todos vão ter grandes chances de brilhar, mas é muito importante que o filme tenha pelo menos algumas grandes atuações - e, para isso, é necessário ter, mais uma vez, um roteiro bom, com cenas boas, para poder arrancar interpretações com emoção. 

6) Fidelidade ao clássico


Sabemos que algumas coisas vão mudar, já que a proposta de "Malévola" é contar a história não contada. Mas, para isso, não é preciso deturpar completamente a história da "Bela Adormecida". Adoraríamos ver o filme sendo fiel a alguns acontecimentos do desenho, ou mesmo aos contos clássicos, ou, se isso não for possível, que faça algumas referências, com algumas brincadeiras, trocadilhos ou apenas easter eggs. E o mais importante: por favor, não estraguem nem modifiquem a história só para botar mais ação no meio! Ação é bom, mas um filme sem exageros é melhor!

7) Que o filme seja realmente sombrio (talvez, o mais importante de todos)


"Malévola" é um filme dark - pelo menos é isso que os trailers e comerciais querem que nós pensemos. A divulgação toda promete um filme muito, mas muito sombrio, sério, até frio. O filme está sendo classificado como uma "dark fantasy", que é um gênero que mistura fantasia com elementos góticos de terror - exemplos desse gênero são a série de livros "A Torre Negra" de Stephen King, "Coraline" de Neil Gaiman e o filme "O Labirinto do Fauno". A Lana Del Rey fez até um cover bem dark de Once Upon A Dream, música da animação disneyana. É isso o que queremos de "Malévola": um filme sombrio. Não queremos um conto de fadas alegrinho. Não queremos um filme de ação medieval. Queremos um filme SOMBRIO, dark, assustador, ponto final. Se possível, não queremos nem mesmo um final feliz, até por que sabemos que algum lado tem que ser derrotado. Quanto mais escuridão, melhor. "Malévola" é uma história sobre o mal, o mal puro, e é isso o que esperamos deste filme. Quando éramos crianças, a feiticeira assustou muitos de nós em "A Bela Adormecida". Agora, é a vez de "Malévola" assustar as crianças da nova geração - e as crianças dentro de nós, também.

"Malévola" estreia no dia 29 de maio, nos cinemas de todo o Brasil.
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