AMOR ASSASSINO


Segunda temporada


Capítulo 1



- Amor, já se passaram 2 anos, devíamos parar de vir aqui. – comentei tocando o ombro dela, enquanto estava ajoelhada chorando diante do tumulo de Elisa, sua melhor amiga, que eu matei.
- Mas ainda dói muito... – sussurrou tocando o tumulo de Elisa.
A dor ainda era forte nela e eu podia perceber isso durante o tempo em que vivemos juntos. Já havia passado dois anos do meu último trabalho para o Oscar, e Elisa, sendo meu último alvo, foi morta com um tiro meu dado em sua cabeça. Fiz isso não como alguém sem coração, mas sim como alguém que queria evitar que o alvo sentisse a dor. Ela ia morrer de qualquer jeito, mas se eu fizesse isso, eu poderia viver em paz, como eu estou vivendo agora.
Estou com a Alexis desde então. Namoramos durante esses dois anos todo. Dormimos juntos praticamente todos os dias e isso começou a mexer comigo. Meu sentimento por ela parecia estar se mostrando cada vez mais e era algo que poderia me complicar caso Oscar voltasse a me procurar. Pois é, ainda temo que ele venha me perturbar, mesmo tendo passado dois anos ainda não acredito fielmente na ideia de eu estar livre.
Minha conta bancária ainda está cheia de dólares, mas continuo morando no apartamento que a Alexis desenhou para mim. Comprei um crossfox, duas portas e de cor amarela para mim há um ano e dois meses e estou fazendo bom uso dele.
Recebi um convite para participar de um grupo de espiões do governo novamente, mas eu disse que não queria. Eles insistiram e me manter uma posição no grupo, e em qualquer momento eu poderia dizer sim que o meu lugar estaria lá. Só que isso foi à 8 meses.
Na manhã do dia seguinte, Alexis levantou para ir trabalhar. Eu acordei junto com ela, mas eu estava com muito sono ainda, e fiquei apenas observando ela se vestir enquanto ia perdendo a melhor visão da minha vida. Aquela cintura que me levava a loucura de caminhar o meu olhar para baixo e para cima. O pior de tudo é que isso era notável.
- Para de me olhar assim, que feio. – disse Alexis em um tom de brincadeira enquanto abotoava sua blusa social de mangas três quartos, bem devagar.
Ela me seduzia com aquele olhar provocante e com seus lábios macios e gostosos de se beijar. Eu não aguentei a vista sedutora que ela me concedia e então me levantei depressa e a agarrei antes que pudesse escapar dos meus beijos.
- Para amor, assim vai sair o meu batom. – disse ela me empurrando sem conseguir muita coisa.
E eu continuei a beijar aquela linda boca. Dona do sorriso mais lindo da terra.
- Então sorria. – falei.

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- Não. – disse Alexis sem conseguir conter o lindo sorriso que agora, morava em seus lábios.
- Eu te amo. – sussurrei.
- Eu também te amo.
- Pra sempre? – perguntei acariciando seu rosto.
- Pra sempre.
Alexis foi para o trabalho e eu voltei pra cama e ao abrir o meu notebook para checar os e-mails, vi um e-mail deixado pelo grupo secreto do governo.
Nicholas Forbes, gostaria que visse um caso que pegamos do governo para solucionar. Se quiser participar, entre em contato conosco.
Oscar Fragoso, chefe nacional de segurança. Acusado de mandato de assassinatos, desvio de dinheiro e de manter pessoas em cárcere privado.
Objetivo: Elimina-lo.
Era o bastante para me comprar novamente. Definitivamente eu tinha medo de que o Oscar voltasse a me atormentar, mas eu nunca havia pensado que eu é quem iria voltar para atormenta-lo.
Disse sim no e-mail e eles me mandaram a localização deles. Me vesti tranquilamente e com um sorriso no rosto. A ideia de ter um pessoal especializado atrás do Oscar era gratificante demais para dizer não.
- É hora de caçar. – falei pegando as chaves do meu carro.
Em pouco mais de uma hora eu cheguei no local. Não ficava muito longe de Truly, parecia ser mais no interior ainda do país. Mercur é o nome da cidade. Velha e feia, com casas uma em cima da outra, o lugar parecia mais ainda uma periferia. Ao chegar no local que eles provavelmente estariam, eu avistei uns meninos que pararam para ver quem estava chegando. Um garoto tinha uma arma de brinquedo, e aquilo me deixou perplexo.
- Me dá um dinheiro ai tio! – pediu o menino com a arma de brinquedo na mão.
Eu olhei para ele e olhei para um fliperama que tinha em um boteco próximo dali. Fui até o boteco e comprei dez fichas de fliperama para ele.
- Dinheiro eu não posso te dar. Dinheiro nós precisamos trabalhar para conquistar e esse brinquedo aqui não é legal. Na próxima vez que eu vim aqui, eu lhe trago uma bola de futebol, mas só se me prometer que não vai mais brincar com isso aqui.
- Ok tio! – disse o menino com um sorriso estampado no rosto e querendo logo que o jogo do fliperama começasse para ele jogar. – Eu prometo!
Sai do boteco e entrei em um beco cheio de casas e sujeira espalhada. Virei em um outro beco onde não tinha nada, só uma escada para o segundo andar de um galpão velho. Subi as escadas e ao chegar na porta, pude perceber que ela era tão grossa quanto o retrovisor do

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meu carro. Em um piscar de olhos ela se abriu para o lado, e um cara, negro e bem forte, um tanto assustador sorriu e disse:
- Haha, você veio!
Ele me cumprimentou com um aperto de mão forte e me convidou para entrar. Eu entrei e ao entrar, vi mais duas pessoas sentado em um sofá vendo jogo da liga dos campeões.
- Anda, senta ai, já está acabando o primeiro tempo do jogo. – comentou o mesmo cara que me recebeu.
Sem entender muita coisa eu me sentei e assisti ao termino do primeiro tempo do jogo e quando acabou, a porta voltou a se abrir e entrou um outro cara, alto, forte, branco e careca.
- Seja bem-vindo Nick. – disse ele me cumprimentando com um forte aperto de mão.
- Opa. – falei.
- Bom, desculpa esse momento de lazer dos rapazes, mas eles não conseguem perder um jogo do Barcelona. – comentou e sorriu.
- Ah, sem problemas. – falei.
- Bem, então você aceitou a fazer parte do nosso grupo, e isso é extremamente bom. Aqueles que estão sentados no sofá são Lucas e Robbie. – Lucas parecia um garoto de dezoito anos de idade, mal tinha pelos na cara, mas o cara assustador que me recebeu fazia jus ao seu nome. Robbie.
- Aquele que está no computador é o nosso querido amigo, Pedro Ricardo. – disse apontando para o tal Pedro.
- E ai Nick! Eu é quem te chamei assim primeiro, já fique sabendo. – disse Pedro sorrindo.
- Temos ainda as nossas lindas meninas, só que não estão aqui. Jasmine e Mia. E eu, me chamo Rony. Muito prazer.
Rony era de porte normal, mas tinha de diferente os cabelos grisalhos. Ele se mostrava bem esperto e talvez por isso, ele seja o líder do grupo de espiões.
- Vamos sente-se. – apontou para a cadeira que estava ao meu lado.
Eu me sentei e ele se sentou na cadeira a frente. Rony me explicou detalhadamente o que eles eram, e como trabalhavam e para quem trabalhavam. Rony detalhou sobre o que o governo tinha haver com eles e como obtinham suas informações.
- O governo não se mete no que fazemos, apenas nos dão a tarefa. Somos um grupo extremamente secreto. Apenas dois sabe quem somos. O presidente e um coronel do exército. Fora eles, ninguém mais sabe de nada.
O local era bem estranho para uma moradia de espiões altamente secretos. Nada nos dizia espiões ali, o que não era ruim, mas nada nos fazia ser espiões, o que me confundia.
- Confesso que estou um tanto enferrujado. – comentei.
- Isso não será problemas, - disse Rony. – confie em mim.


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- Confiança é algo que não se pede. – falei olhando seriamente para o Rony. – É algo que se conquista.
Não foi uma palavra agressiva ou desafiadora, mas mostrei ao líder do grupo, que eu não confiava neles. Apesar de eu estar enferrujado e ter me envolvido sentimentalmente com uma garota, a minha fase de confiança, ainda estava intacta.
Nunca confiar em estranhos, pensei. É o que dizia a minha mãe.
Realmente, eu não deveria confiar em estranhos e isso eu não aprendi quando entrei pra espionagem.
Depois que mostrei a minha opinião sobre o grupo, me levantei e sai dali. Ao chegar no meu carro, olhei para o bar onde havia o fliperama e o garoto ainda estava lá.
- Já perdeu quantas? – perguntei.
- Duas tio! – respondeu o menino.
Voltei para o meu carro e fiquei olhando pela janela o menino jogar. Ele estava animado com aquela brincadeira e eu fiquei contente em ver isso. Liguei o rádio do carro e voltei para minha casa ao som de Casting Crows.


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