CAPÍTULO 03 - A REBELIÃO NA PRISÃO

Noah e Joshua, até o momento os primeiros e únicos integrantes da tripulação DR3AM, navegavam em direção aos seus destinos, mas para que esse destino se concretizasse seria necessário eliminar todos os obstáculos em meio ao caminho, no caso, os piratas.
Cada um possui o seu sonho, seja cruel ou patriota, mas sempre revolucionário. Era assim também na prisão central de enforcamento para piratas de Nova Iorque, onde havia dentre tantos um homem forte, aparentemente semelhante a todos os outros presidiários, vivia na área de malhação treinando junto de seu único amigo chamado David, este homem se denominava Jackson Bayard. Ele era dominado por uma grande ambição, mais sendo considerada como uma vingança pelo seu passado destruído.
As horas dos dias sempre passavam e Jackson não descansava, ele apenas pensava em algo praticamente doentio:
- Treinar, eu apenas preciso ser o pirata mais forte de todos! Porque você meu capitão... Porque me deixou para morrer naquele lugar? O que você não sabe é que estou vivo, torça para que eu não o veja nem pintado de ouro, senão a sua morte será eminente... – pensava Jackson.
David já havia parado de malhar e treinar naquele momento, apenas observava a determinação de seu companheiro de cela, até que do gabinete da prisão, uma pessoa decide falar através do autofalante para todos ouvirem, ele dizia: “Reunião agora no campo livre da prisão... Não tenho mais nada a declarar”, todos fazem como mandado e seguem em direção para a área de concentração da prisão, Jackson e David são os primeiros a chegarem.
David pergunta para seu aliado:

- Jackson, você ainda tem rancor do seu antigo capitão? Precisa parar com isso, pois você apenas vai estar se contaminando cara.

- O rancor já passou há muito tempo, agora já é pior! Lembra-se daqueles meus pesadelos? – perguntou Jackson.
- Sim, todos os dias você tem a mesma coisa. – respondeu David.
- Então, nos últimos dias ele tem piorado, e nesta noite, o meu pesadelo está acontecendo, o chefe de gabinete que está no chamando, se meu pesadelo estiver certo, é meu ex-capitão na qual não falo o nome... – disse Jackson.
- Relaxa cara, pode ser apenas meros detalhes, isso também acontece comigo... – consolou David.
O chefe de gabinete começa a falar: “Atenção piratas prisioneiros, caso vocês não saibam hoje é aquele dia que é considerado o pior da vida de um pirata não acha? Hoje é o dia do enforcamento, aqueles que já estão aqui há quatro meses, os subordinados os levarão até a sala onde dirão adeus as suas vidas hipócritas!”. Jackson (que não seria enforcado, mas já era presidiário há três meses e meio) fica pesquisando e tentando reconhecer a voz do chefe de gabinete.
Daí que ele percebe e grita para o seu amigo:
- David, é ele! O capitão que me fez estar preso aqui nesta cadeia!
- Calma Jackson, você está estranho hoje, já lhe disse que aquele sonho não pode ser real e além do mais, como o chefe de gabinete da prisão de Nova Iorque pode ser um pirata?
- Não tempo para os seus conselhos, aquele cara vai me pagar! – grita Jackson saindo da fileira em direção à escada onde estaria a torre do gabinete da prisão.
Jackson é impedido por um grupo de guardas do lugar, ele começa a esbravejar: “Aquele homem, eu conheço a voz dele, ele é um pirata, não confie naquele homem!”. Os subordinados não o ouvem, logo Jackson é trancado de volta para as celas antes da hora, depois de algumas horas David retorna para esta cela.

Ele acha melhor conversar com o seu amigo e se despedir já que daqui a alguns meses eles seriam mortos:
- Então, já se passaram quase quatro meses, o nosso fim está perto...
- Nada disso, eu vou prolongar a data do nosso fim, vou tirar-nos daqui e matar aquele chefe de gabinete! – jurou Jackson.
- Pela última vez, ele não era o capitão da sua antiga tripulação, isso não teria lógica alguma, Nicholas já deve até estar morto! – disse David já sem paciência.
- Cala a boca David, o que eu te disse sobre falar o nome daquele verme miserável! Não aguento mais isso, tá na hora deu tomar uma atitude e jogar na sua cara... Vou formar uma tripulação para matar Nicholas, isso é o que os meus pesadelos me falam, sei que eles estão certos, sei que aquele líder do gabinete era Nicholas! – respondeu Jackson.
Jackson apenas estava esperando a hora do almoço para levantar a sua bandeja cheia de comida e atacar no chão, atraindo a atenção de todos que estavam comendo. Um dos presidiários respondeu: “Porque fez isso? Perdeu o juízo?”.
Jackson se revolta:
- Quem perdeu o juízo foram vocês, qual é? Podemos sair daqui agora mesmo, nós somos muito maiores do que os guardas que cercam este lugar vão embora logo dessa prisão e voltar para os atentados piratas!
- Eles possuem armas, estão bem mais protegidos do que agente... – disse um preso que não tinha esperança nas palavras de Jackson.

- E nós temos a força e a fé. O detalhe é que vamos morrer de qualquer jeito, não seria melhor se morrêssemos pelo menos tentando? Quem está comigo me siga que eu vou passar por aquelas portas, olhar para os subordinados e tentar atravessar os gigantes muros! – disse Jackson.
Dito e feito, ele começou a andar, ninguém havia o acompanhado, nem mesmo David, mas logo ele pensou: “Relaxa irmão, eu vou para onde você for apesar de não ser seu parente você foi a minha única família nesses meses!”. Jackson abre a porta e os subordinados já se armam dizendo: “Alguém abriu a porta, é apenas um ou dois, nada de muito perigo, poucos tiros e eles já eram!”, mas logo em que Jackson e David pisaram no chão no lado de fora do refeitório todos os outros presidiários os acompanharam.
Jackson se sentia o líder daquela manifestação os ordenando:
- Correndo cambada, assim eles não vão nos segurar!
Então, todos começam a correr em direção aos subordinados e, eventualmente, em direção aos muros (os muros tinham algumas espécies de degraus, facilitando para escalá-las). Os guardas começam a atirar, mas não adiantaria já que eram cerca de centenas de presidiários. Enquanto estava acontecendo esta rebelião, o chefe de gabinete do lugar saiu da prisão, havia uma porta de saída do local onde ele estava, mas que apenas os subordinados sabiam. Logo, ele se encontra fora da prisão, encosta-se a uma árvore (o lugar era recheado por várias árvores e arbustos) e tirou um saco de trás dos matos, era uma pessoa com uma aparência de quarenta anos, estava simbolizando cansaço, apenas a sua cara estava de fora, mas o seu corpo estava todo amarrado num saco.
E disse o chefe de gabinete:
- Se eu fosse você não voltava para aquela prisão Richardson.

- Nicholas você é um canalha, me deixou amarrado aqui para comer pão com açúcar e líquidos grotescos. - disse bravo Richardson.
- Como é bom enganar as pessoas, todos pensavam que eu era o verdadeiro chefe de gabinete, sinal de que você não faz falta alguma. - riu Nicholas.
- Como conseguiu enganar eles assim? – perguntou Richardson.
- Fiz uma carta e disse que a escrita era sua, nela estava afirmando que você foi para uma viagem de negócios e que eu tomaria o seu lugar como chefe de gabinete, pois era o seu primo. Genial não acha? O ruim foi que um ex-tripulante do meu navio me descobriu através da voz, mas não sei se ele vai escapar de lá... - disse Nicholas.
- Porque motivos fazer isso? - perguntou Richardson tentando se desamarrar.
- Os senhores fidalgos estavam quase me capturando, não tinha mais para onde correr, daí estava eu e meu capanga Jackson fugindo desses caras, atirei no pé de Jackson fazendo-o cair e logo, os cavaleiros do Monarca o capturaram me dando tempo para sair do lugar, mas não seria o suficiente então o amarrei aqui para tomar o seu posto escrevendo aquela carta, agora tchau... Espero poder te ver algum dia! – disse Nicholas.
- Me solte e eu quebro a sua cara covarde! – gritou Richardson.
- Prefiro não. – falou Nicholas rindo e pegando a sua Garrucha.
Nicholas então atira no peito de Richardson matando-o, logo ele parte para o mar pegando o seu navio e indo embora.
E falou Nicholas se guiando pela bússola:
- Próximo passo, encher a cara com meus tripulantes no bar na pequena cidade de Troy, bem, foi lá que marquei com aqueles burros... – pensava Nicholas.

Ainda na parte interior da prisão, onde ocorria à rebelião, a maioria dos presos morria, outros estavam feridos, poucos foram o que conseguiu passar pelos muros (já que era muito alto e dava tempo para os subordinados atirarem sem piedade neles); Jackson percebeu que era impossível passar naquele lugar, então ele foi para a área de malhação já que lá não tinha guardas, mas estava enganado, havia apenas um.
E este único preso falou:
- Aonde pensa que vai?
Naquele momento em que o homem estava prestes a atirar em Jackson, apareceu David o enforcando e o derrubando no chão, eles pulam o muro, mas o guarda mesmo fraco atira e acerta a perna de David que cai fortemente no chão, parecendo ter quebrado o ombro.
Jackson olha para o seu amigo e vai socorrê-lo:
- David, tá podendo andar cara?
- Minha perna tá doendo, olha... – disse David que gemia de dor.
- Essa não, você levou um tiro, não se preocupe que eu te carrego. – ajudou Jackson.
Alguns subordinados saíram da prisão para caçar os piratas fugitivos, um deles se aproxima de encontrar Jackson e David, eles fogem sem deixar pistas e depois de alguns minutos quando David já estava desmaiando após perder sangue demais, mas acabam achando uma bela casa de madeira no meio da floresta de Nova Iorque, onde se encontravam dois homens conversando do lado de fora.
Jackson leva David até perto deles e grita:
- Socorro! Ajude-nos, meu amigo está ferido, por favor! Já não aguento mais andar.

- Olhe Diego, duas pessoas machucadas com roupa de presídio... Parece que querem a nossa ajuda. – respondeu um dos homens.
- Espere Adam, claramente eles são fugitivos daquela prisão próxima, esses dois aí não são de boa companhia, devem estar nos enganando! Aposto que tem mais piratas como esses do outro lado dessas árvores apenas esperando dar o bote, lembre-se sempre irmão, você confiaria em nós? – perguntou Diego.
Jackson e David não resistem e desmaia, Adam chega perto dos dois com muita cautela e após perceber que não era uma cilada leva-os para dentro da casa onde estava mais um homem, ele se chamava Jaxon e se assemelhava muito com Diego e Adam. Eles eram na verdade médicos que por sorte acabou facilitando a vida de Jackson e principalmente de seu amigo David. Jackson depois de algumas horas acorda ainda um pouco sonolento e se levanta sem saber direito onde estava já que a sua última recordação era escapando das celas.
Jackson olha para todos os lados e percebeu que estava numa sala junto de seu parceiro David (cheio de curativos), mas que ainda estava dormindo, logo Adam entrou na sala e se viu surpreso com Jackson acordado:
- Como você saiu da cadeia?
- Quem é você? O que são todos esses aparelhos médicos? - perguntou Jackson totalmente confuso.
- Eu sou médico, junto dos meus irmãos formamos um dos melhores médicos de Nova Iorque, nos mudamos para esta floresta densa porque não somos o que parecemos e aqui ninguém pode nos procurar, apesar de ser próximo da prisão... – disse Adam.
- Então, você e os seus irmãos não são simples médicos? Espere um pouco... – interrogou Jackson.

A conversa naquele momento teve de ser interrompida, pois Jaxon chegou correndo no quarto avisando para Adam: “Ei irmão, pelo menos um deles já está acordado, aqueles guardas estão aqui, devem estar procurando esses piratas, Diego está na porta vigiando com apenas uma pistola, já eles estão armados com mosquetes e espadas.”.
Jackson pergunta para Adam e Jaxon silenciosamente porque eles possuem armas:
- Vocês são apenas médicos? Ou são alguns tipos de assassinos, pessoas procuradas?
- Fique quieto, somos piratas, assim como vocês consegue entender? – explicou Adam.
- Pois é, se esses subordinados tentarem entrar na nossa casa vai perceber que somos piratas, olhe para a cozinha! – direcionou Jaxon.
Jackson fica perplexo, pois a sala era repleta de armas, chapéus piratas, espadas, enfim, tudo que estava relacionado à arte manha pirata. Os guardas chegavam cada vez mais perto e Diego também mais próximo de preparar o gatilho, era eminente que ocorreria uma guerra naquele instante já que ainda era o sol da manhã e como a casa era completamente feita por madeira eles ouviriam o som das pisadas no chão.
Os guardas chegam e batem na porta levemente, um deles fala:
- Acho que não tem ninguém, abra pela maçaneta!

Nada adiantou a porta realmente estava fechada. Diego estava atrás da porta sabendo que se eles arrombassem a porta todos ali dentro estariam em grande desvantagem, na hora mais errado David acorda e rapidamente se levanta dizendo: “O que está havendo aqui? Jackson, cadê você?”. Jaxon olha para trás e não acredita que David realmente estava acordado, então ele, Adam e Jackson voltam para o quarto e explicam tudo para o rec-em-ferido. A casa era pequena e daria para ouvir qualquer pequeno barulho.
Um dos guardas fala para o outro:
- Tem alguém ali dentro sim, só podem ser presidiários, vamos abra!
Quando o guarda que segurava a maçaneta dá um chute fortíssimo na porta e ela quebra facilmente, Diego cai para trás com a pancada e fica surpreso com a força que um deles tinha: “Esses caras devem ser barra pesada, o treino deve ser muito duro, pois não é normal alguém quebrar algo assim!”, Diego perde a sua pistola e decide sair da cozinha e correr para outro cômodo.
Os guardas tentam atirar em Diego, sem êxito:
- Matem-no, esses caras só podem ser aqueles piratas foragidos, ninguém fugiria assim! – falou o guarda que quebrou a porta.
- Olhe para esta sala, está cheia de armas, pegamos alguns piratas, vamos atrás deste cara que saiu correndo! – disse o outro guarda.
Diego após avisar aos outros pula pela janela quebrando-a na hora, ele fica caído no chão para os guardas não saberem onde ele pode estar. Enquanto isso, Jackson, David, Adam e Jaxon pulam pela outra janela, mas eles conseguem pegar Jaxon e jogá-lo de volta para o quarto onde começam a agredi-lo. Jackson toma as dores de quem o salvou: “Eu preciso ajudar ele, fiquem aqui!”, Jackson dá a volta e entra pela porta quebrada da cozinha pegando uma arma com algumas munições.

Os guardas não paravam de agredir Jaxon:
- Vamos chutar esse cara até ele desmaiar! – disse um dos guardas.
- Vamos matá-lo logo. – falou o outro guarda pegando o seu mosquete.
- Não faça isso, lembre-se que precisamos devolvê-los nem que seja desmaiado para o Rei de Nova Iorque.
Quando o guarda que estava armada abriria a boca para falar algo, acaba levando um tiro no lado do coração, era Jackson que fala: “Isso mesmo, não atire nele, faça como seu amiguinho mandou.”.
O outro guarda puxa o seu mosquete:
- Essa não!
Jackson que possuía uma arma mais rápida e leve de atirar do que a mosquete do guarda também o atira, depois de alguns segundo eles morrem e Adam juntamente de Diego limpam os ferimentos de seu irmão. A tarde estava chegando e todos enterraram os guardas.
Diego avisou:
- Então estamos igualados, nós os salvamos e vocês nos salvaram, mas acho que foi bem mais tenso e difícil você ter nos salvo Jackson! Como recompensa pode pegar o nosso navio, fica bem longe, no lado direito desta floresta, depois de alguns minutos vocês dois vão achá-lo.
- Obrigado, mas eu queria algo maior do que um simples navio de vocês! – disse Jackson.
- Essa não, Jackson, deixe a sua vingança pra lá, vai por mim. – aconselhou David que já tinha em mente o que Jackson queria falar.

- Não posso David, depois do que Nicholas fez comigo, me deixar para morrer, não posso aguentar isso e tenho a certeza de que ele era o chefe de gabinete da prisão, não sei como vai ver ele capturou e assassinou o verdadeiro chefe, aquele pirata ridículo é perigoso, preciso reencontrá-lo. – falou Jackson.
- Mas o que você quer a mais do que o navio? – perguntou Jaxon.
- Eu quero que vocês se juntem a nós, vocês três são muito bons médicos e eu e David precisaremos deste poder para a minha vingança! – disse Jackson.
- Desculpe homem, mas isso não vai rolar, não vamos sair daqui e morrer nesses mares da vida. – recusou a oferta Adam.
- Espera de quem você quer se vingar? – perguntou Diego.
- Conhecem Nicholas? – riu Jackson.
- Então, mais um na fileira de pessoas que querem matar Nicholas não é? Aquele ser fez algo conosco e precisa pagar por isso. – disse Diego.
- O que ele fez com vocês? – quis saber David.
- Depois nós falaremos, mas então temos algo mais em comum do que se parece, todos querem por um fim em Nicholas. – igualou as ambições Jaxon.
- Nós aceitaremos esta oferta e seremos da sua tripulação. – falou Diego.
- Ok, estejam prestes a lutar contra Nicholas, partiremos agora para esses mares em busca de guerrear contra este pirata, todos os abordos do R3v3ng3. – ordenou Jackson rindo agora sendo capitão desta nova tripulação chamada R3v3ng3.
- Espere aí, tenho algo que fará você se tornar um capitão de verdade Jackson... – foi procurar este algo na casa Diego.

O pirata médico Diego trás então um chapéu para assim, oficializar o reinado de Jackson como capitão do R3v3ng3.
- Pirata Nicholas, se eu fosse você acharia bom estar preparado para aguentar o que lhe espera! – determinou Jackson.
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