CAPÍTULO 7

                                     FINAL DE TEMPORADA


- Quando eu falar três, Marcos e Benício corre para o outro lado da rua. – Disse Roberto. – Entendido?
- Entendido! – Disse eu e Benício, que até então, só havia descoberto o nome dele ali, e por causa do Roberto que falou.
- Um... Dois... – Disse Roberto dando aquela breve pausa que todos dão quando estão contando até três. – TRÊS! – Quando ele disse três, eu e Benício corremos para o outro lado da rua. Fomos à direção da casa que o Roberto havia nos dito para encontrar. Demos um chute na porta para ela abrir, e até que foi fácil. Deveria estar toda ferrada de tanto os berrantes terem batido ali.
Não olhei para trás, mas o plano era eu e Benício correr para essa casa enquanto o Roberto tentava uma facada no crânio do berrante que estava próximo agente. Já haviam passado seis horas desde que saímos do galpão. Fomos encurralados por uns berrantes e tivemos que correr algumas horas na direção contraria. Matamos em torno de seis berrantes nesse caminho, e muitos outros apenas escapamos ou evitamos. O bom é que quando conseguimos retomar o nosso caminho, poucos eram os berrantes que estavam nele. Todos com uma mochila nas costas, e eu monitorando nosso tempo com o relógio que peguei no quarto onde eu estava.
Uns dez minutos depois e todos já estavam na casa. Ficamos ali para descansar um pouco, pois fomos pegos de surpresa com essa rota nova que fomos forçados a pegar. Eu ali só conhecia o Roberto e a menina que cuidou de mim e que perdeu alguém na noite que se passou. Eu queria perguntar a ela o que era aquele homem pra ela. Pai, amigo, irmão, primo, namorado, noivo, marido, sei lá, só queria saber. Poderia até não ser ninguém e ela apenas ser nova na área de medicina e não estar acostumada a perder pacientes para a morte. O que me fazia pensar, é que ela ia perder muitos mais daqui em diante. Ia se acostumar fácil com essas perdas, infelizmente.
Passamos a noite ali mesmo. Cada um em seu colchonete. Todos alocados uns pertos dos outros. Roberto fazia a vigia enquanto os outros dormiam. Aproveitei um pouco e dormi, mas não fiquei por muito tempo. Roberto precisava mais do que todos ali, de um descanso. Era o líder e tinha que tomar conta de todos, mas cansado ele não faria isso muito bem.
- Vai, dorme um pouco. – Disse sentando ao lado dele.
- Não precisa não, obrigado. Estou sem sono. – Disse Roberto enquanto eu observava suas olheiras. Eram monstruosas. Aquilo ali me fazia ter a certeza de que ele não pregava os olhos fazia dias.

- Não consegue mais dormir? – Perguntei.

41

- Rum. – Deu de ombros e então completou. – Acho que faz tempo que não sei o que é dormir. Mas na situação que estamos vivendo, temo ser preciso.


- Eu fico na vigia. Deita apenas, não precisa dormir.
Ele me olhou e como eu já estava insistindo, ele resolveu ir deitar. Mas deixou claro que ia apenas se deitar e que qualquer barulho, era pra chamar ele. Cinco minutos depois e ele estava dormindo profundamente. Estalei os dedos perto do ouvido dele e nada. Virou pedra.
Era cedo quando eu percebi um buraco na porta. Não era grande, daria apenas para ver o que se passava lá fora. E percebi porque estava entrando claridade. O sol. Já era de manhã e então resolvi acordar o pessoal. Ficar em um único lugar não era bom, e quando se estava de dia, parecia que as ruas ficavam mais calmas. Os berrantes não deviam gostar dessa luz. A questão era que nem eu estava mais gostando dessa luz. O sol estava cada dia mais quente, e a sensação de estar assando não é uma novidade pra ninguém mais.
Todos levantaram e arrumaram suas coisas. Saímos com cautela. Devagar. Olhando para todos os lados. Observando tudo ao nosso redor. Nesse tempo as coisas ainda estavam calmas para

42

o que o mundo se tornou hoje, só que para um início de um apocalipse, era bem assustador. Roberto ia à frente como o líder, sendo sempre o primeiro a ver o perigo e o primeiro a enfrenta-lo. Eu às vezes era o primeiro a ver o perigo, mas o último a enfrenta-lo.
Passamos umas duas ruas ao lado do barraco do senhor Josias. Pensei em ir chama-lo, mas não tive tal coragem. Acho que estava com um pouco de vergonha. Tanta coisa acontecendo e eu arranjando tempo pra vergonha.
A menina que cuidou de mim estava caminhando atrás de todos. Cabisbaixa e de vez enquanto choramingava. Reduzi a minha velocidade até ela chegar ao meu lado.
- Oi. – Disse.
- Ah, oi! – Respondeu em meio há um pequeno susto.
- Desculpa, não quis assustar.
- Tudo bem. – Disse a menina forçando um sorriso.
Ficamos um tempo apenas caminhando. Eu sem saber o que falar e ela apenas seguindo o grupo, com a cabeça em outro mundo. Já estávamos perto da estação de trem. De lá íamos pegar o trem direto pra cidade alta. A famosa Alpina. Eu estudava na cidade alta, mas a Alpina era tipo um bairro de lá. Só que era o bairro mais famoso e mais luxuoso de todo o nosso território. Eu tinha quase certeza de que a muralha fora construída em volta de Alpino, mas ainda não tinha certeza, não havia visto para crer.
- Qual o seu nome? – Perguntei a menina enquanto subíamos a escadaria que dava em uma passarela para entrar direto na estação.
- Lavigne. – Respondeu a Lavigne sem nem mesmo me olhar e apressando o passo, me deixando para trás.
Eu não podia fazer nada, então continuei andando só que devagar, deixando todos a minha frente. Passamos por umas lanchonetes e enfim entramos na estação.
- Corre, o metro vai sair! – Gritou Benício.
Corremos em direção ao metro, só que ele fechou as portas pela ultima vez e começou a andar. Seguir seu rumo. Até que bem lá na frente, vimos algo estranho. Um fogo subindo e depois uma explosão.
BRRUUUMMM!
Parecia que uma bomba havia explodido, mas era o metro que havia caído do trilho e explodido. Quem encarou ao invés de virar o rosto enquanto a fumaça subia, pode ver alguns pedaços de metro voando pelo céu a fora. Roberto correu um pouco pelos trilhos e disse:
- A linha de ida esta quebrada, mas a que vem, não tem nenhum defeito.

43

Ou seja, podem vim todos os metros que ele vai chegar aqui, mas quando voltar vai virar sucata. Outro pensamento que só dominou a minha cabeça depois de eu ver a Lavigne chorar foi... E os outros? Será que...
- Droga! – Grito.
Devia ter mais de cem quilômetros da estação até o local onde o metro havia caído. Não podíamos enfrentar todo esse percurso só pra saber quantos metros estão caídos ali. A Bia deve ter pegado um helicóptero, na verdade, era melhor pensar que pegou. Só que meu pai e Martinez, eles com certeza foram de metro. Até porque ele pediu para o Roberto levar agente até ele, e disse que ia à frente pra preparar tudo pra gente. Só que se ele não chegou, se ele...
O sentimento da duvida, da raiva, da dor, do amor, da saudade, da ansiedade foram me dominando. Eu estava ficando louco só de pensar que eu poderia ter perdido meu pai. Nada mais estava me confortando. Perde-lo seria doloroso, ainda mais dessa forma. Eu não deixei meu pai com palavras amorosas. Fiz ele se preocupar comigo enquanto eu corria atrás da Bia que tem um pai que não liga para os pobres e simplesmente, me deixou como comida de berrante. Talvez meu pai tivesse esse pensamente e por isso não discordou de Martinez. Talvez até mesmo o próprio Martinez estivesse certo e eu o deixei, acusando de ser má pessoa. De que não era confiável. Eu só podia sentir as lágrimas passarem rapidamente pelo meu rosto. A fraqueza foi me dominando então resolvi me sentar.
Todos estavam cabisbaixos, então ficamos ali por umas duas ou três horas.  Eu não conhecia ninguém ali, nem mesmo Roberto, eu estava com um grupo de estranhos. Duvidei de alguém que meu pai conhecia a vida toda, mas estou confiando em pessoas que nunca ouvi falar. Acho que o certo era eu duvidar deles, não de Martinez. Juro por Deus que se eu encontra-lo outra vez, eu peço desculpas.
- É pessoal, vamos ter de ir a pé. – Disse Roberto.
- Como isso é possível? – Perguntou o pastor.
- É muito longe, não acham? – Disse Benício.
- Longe, mas isso não faz do lugar, impossível de se chegar. – Respondeu friamente Roberto.
Ele estava coberto de razão. Até porque, ficar ali era muito pior. Uma hora ou outra, iríamos ser encurralados por berrantes novamente, e se fosse pra correr deles, eu preferia correr na direção da muralha, não importa o quão longe seja. Uma hora agente chegaria lá e isso era a coisa mais importante para alguns.
- Não vou obrigar ninguém a ir comigo. Quem quiser vim, venha, mas com a consciência de que vocês quiseram me seguir. Me seguir! – Disse enfatizando o “Seguir”, para que quem queira que o siga, saiba que ele é o líder então, todos estão sobre a guarda dele.
Começamos a nossa caminhada, que seria muito longa. Roberto, Lavigne, Benício, o pastor, e uma mulher que eu ainda não sabia o nome. Todos na mesma caminhada.
- Roberto. – Disse me aproximando dele.

44

- Sim?
- Por onde nos vamos ir?
- Pela principal, talvez uma ou duas ruas ao lado da principal, ainda não posso dizer exatamente por aonde iremos, mas pela principal seria o caminho mais rápido.
Claro, pela principal iríamos chegar bem mais rápido, a questão era como estaria a principal? Afinal de contas, a rua já tem esse nome justamente pelo grande movimento de pessoas que frequentam ali. Carros no Subúrbio era só ali mesmo, difícil achar um em outro local, e mesmo assim, todos são velhos, lhe garanto que nenhum carro do Subúrbio é zerado ou de segunda mão. São mesmo é de terceira, quarta, quinta mão.
A nossa caminhada estava já se aproximando da barraca do senhor Josias e da Karen. Pensei bem. Eles podiam vir conosco, afinal de contas, eles me salvaram uma vez. Dar a eles uma opção de ir pra muralha, não seria uma má ideia. Paramos na mesma casa que paramos quando estávamos indo pra estação.
- Olhe, eu preciso dar uma saidinha, rapidinho! Já volto ok? – Disse ao Roberto.
- Sair? Sozinho? – Perguntou ele indignado.
- Relaxa. É perto. Só preciso chamar duas pessoas para virem conosco.
- Ok. Não demore. Eu te dou uma hora. Se não aparecer eu vou atrás de você. Passado cinco horas, estamos indo embora, com ou sem você.
 Concordei com ele, mas creio que eu não ia demorar nem trinta minutos no barraco do senhor Josias. O que eu queria era apenas chamar ele e sua filha para ir com agente, se respondesse sim, vinha comigo, mas se respondesse não, eu não ia saber como reagir.
Sai da casa onde estávamos e a rua estava limpa. Parecia incrível. Isso talvez tenha me feito notar algumas coisas que estavam acontecendo pelo Subúrbio. As paredes, por exemplo, estavam todas pinchadas, com dizeres de “Só Jesus salva!” e outros como “Perigo!” ou “Fuja!”.
Passando pelas ruas até chegar à rua do senhor Josias, eu vi uma pipa caindo pelo céu.
- Nossa! – Disse sem nem mesmo eu perceber.
Ver aquilo ali no Subúrbio era normal, mas em dias como esses não era. Não sei se era um bom sinal, de que as coisas ruins iriam passar e logo as coisas boas viriam átonas. Fui seguindo aquela pipa com meus olhos. Estava parado no meio da rua apenas observando sua trajetória. Já estava caindo, logo iria parar em algum lugar. E enquanto ela caia, eu começava a ver casas, barracos, e um lugar onde ficavam os carros velhos. Fora do Subúrbio seria chamado de ferro velho, mas aqui não. Aqui tudo tinha valor ou aproveito para algo, nada era lixo.
A pipa bateu em uma parede do “ferro velho” e caiu lá dentro. Só que algo me chamou a atenção. Nessa parede estava escrito com algo vermelho, e não era pinche. Eu me aproximei e consegui ler, “SOCORRO MEU DEUS!”. Avistei uma caixa que dava uma boa altura para que eu conseguisse escalar até o teto da casa mais próxima desse lugar. Subi na caixa e depois subi no

45

teto da casa, com muito cuidado pra telha não quebrar, mas quando eu me fixei e olhei para dentro do “ferro velho”, eu quase cai. Tinham muitas pessoas lá dentro, só que todos grunhiam, e algumas já estavam ganhando uma força sobre humana. Quase entrei em desespero, mas preferi segurar ao máximo meu nervosismo.
- É só quando precisam de ajuda que o ser humano se lembra de Deus. – Disse uma voz vinda de trás.
Olhei para trás imediatamente. Eu esperava que fosse algum conhecido, mas a voz não me era familiar. Dei de cara com um homem que aparentava ter uns vinte e tantos anos. Com uma barba que o fazia ficar ainda mais velho, só que deixava em suspeita sua idade, colocando em duvida apenas suas intenções.
- Andar por ai sozinho, é perigoso. – Disse esse homem me encarando com certa seriedade.
- É, acho que essa observação serve para os dois. – Retruco com medo, mas retruco.
Ele sorriu e disse que estava apenas de passagem e que seu grupo está esperando por ele. Eu disse que estava apenas de passagem, e que meu único companheiro era Jesus. Ele deu de ombros e desceu seguindo seu caminho. Eu o observei enquanto ia, pois vira e meche ele olhava para trás. Não era confiável, isso sem sombras de dúvidas. Eu precisava ir logo até o senhor Josias e voltar imediatamente para irmos embora, pois um mau pressentimento estava começando a me dominar.
Desci do teto que por acaso suportou tanto meu peso quanto o daquele homem estranho, peguei meu caminho e corri. Só parei quando cheguei ao barraco do senhor Josias.
- Senhor Josias! – Chamei batendo na porta. – Karen!
- Marcos? – Perguntou a Karen antes de abrir a porta. Confirmei e ela abriu rapidamente, logo em seguida me abraçou forte como se me conhecesse há anos e fossemos amigos durante um bom tempo. Aquilo fortaleceu a minha vontade de leva-los comigo. Querendo ou não, eu não tinha ninguém de confiança ao meu lado. Ok, o Roberto me salvou, mas isso foi porque meu pai e o Martinez pediram. Será que ele me salvaria por vontade própria? O senhor Josias e a Karen me salvaram sem nada me pedir, a não ser o meu silencio para todos ficarem a salvo.
- Karen! É bom vê-la de novo. – Disse me soltando dela. – Senhor Josias, trago boas novas! – Digo o cumprimentando em seguida.
- Boa notícia? – Perguntou o senhor Josias meio desconfiado.
- Sim, claro! – Disse e então contei a ele sobre o grupo que eu estava que meu pai pediu para que fossemos para a cidade de Alpina, para entrarmos pra dentro da muralha e ficar a salvo de tudo aqui fora. Ele parou, analisou e então disse:
- Ir para a Alpina?
- Sim senhor Josias. Você e a Karen podem vim conosco. – Disse enquanto ele me olhava duvidando um pouco ainda. – Por favor! Escute, eu sei que não nos conhecemos muito bem, e que o senhor demora a confiar em alguém pelos fatos que você passou nesse curto período de

46

inferno. Só que... – Disse olhando para ele como se estivesse implorando para que ele viesse comigo. – Eu não conheço essas pessoas que estão comigo. Quero dizer, que eu estou. O senhor salvou a minha vida, e isso é um bom motivo para confiar em você. Vocês são as únicas pessoas que confio aqui nesse inferno, por favor, não me abandone. Não esta nada fácil, pra ninguém!
Ele me olhou, se levantou de sua cadeira que balança, pegou um copo e colocou um pouco de café. Bebeu tranquilamente, pegou a foto que eu vi quando entrei pela primeira vez aqui. Estavam ele, sua mulher e a Karen, sua filha quando era mais nova. Era uma foto de família. Poucos no Subúrbio tinham algo assim. Eu tinha só que não havia pegado nada na minha casa, e agora já era tarde pra pegar.
- Tenho que ver bem minha casa não é? Afinal de contas, estou de saída. – Disse o senhor Josias, e nisso, a Karen foi só alegria. Ela ficou tão feliz, parecia ter encontrado a segurança que tanto sonhou em ter. E eu estava muito contente também, eles eram o mais próximo que eu tinha de um amigo, ou talvez até de uma família.
Seguimos nosso caminho, e em menos de uma hora, chegamos a casa em que todos nos aguardavam.
- Já estava me preparando para ir atrás de você. – Disse Roberto com uma arma na mão.
- Não ia precisar, eu falei que seria rápido. – Disse pegando minhas coisas e colocando nas costas.
- Todos estão prontos? – Perguntou Roberto e todos responderam em coro que “SIM!”. – Então vamos atrás dessa maldita muralha.

47


Vendo a arma na mão dele, eu me lembrei da minha. A arma que meu pai me dera e que meu avô deu para ele. Pois é, eu deveria ter perdido ela quando fui atacado pelos berrantes. Provavelmente o Roberto não pegou a minha arma. Estava apenas com o meu celular, só que a bateria estava fraca e só realizava ligações para a emergência, que nem deve existir mais. Sorte a minha é que Karen e o senhor Josias estavam ao meu lado agora. Pois é, pois falar neles, eu os apresentei para o pessoal e foram muito bem recebidos. Benício ficou no maior papo com o senhor Josias que aos pouco, ia se soltando mais. Afinal de contas, descobri os nomes dos outros do grupo que eu não sabia. A mulher era Olivia e o padre era Antonio. Eram Karen, o senhor Josias, Roberto, Olivia, Benício, Lavigne, Antonio e eu nesta caminhada. Karen ficou me fazendo companhia o que era bom, fazia me sentir menos solitário. Esquecer um pouco da dor da saudade. Pensar menos que meu pai poderia não ter chegado até a muralha, ou que a Bia foi de metro para a Alpina. Pensar isso só me trazia o sentimento de angustia e me dava medo. Afinal, o que eu mais sentia ali era medo. Já não sabia mais onde eu estava vivendo, se na terra ou no inferno. Mas se eu disse que eu estou no inferno, à muralha é o céu, então, é para lá que eu estou indo.

48





Agradecimentos


Obrigado a todos que acompanharam minha história. Obrigado aos amigos que me incentivaram e que deram suas críticas. Obrigado ao grupo do BLOG HISTÓRIAS E BESTEIRAS e aos nossos incríveis leitores, pois sem vocês, nada somos.
RENEGADOS terá uma segunda temporada sim, pois não sei dizer ainda quanto tempo levará para que ela surja, acho que um tempo bom para quem ainda não leu, começar a ler para quando lançar a segunda temporada, ter bastante gente só aguardando a estreia dela.
Como eu já disse em um bate papo com o grupo do blog, a segunda temporada será baseada em ação. Um ritmo muito mais acelerado do que a primeira temporada.
Obrigado e abraços !
Reações: