Uma Corrida no Reino de Wanttz – Parte 1

O Reconhecimento do Lugar.

“Um reino mágico com todas as suas belezas e mistérios que um dia, foi conhecido pelo homem que reside neste mundo sem graça e sem magia...”



Um jovem garoto de cabelos pretos e curtos, um pouco lisos com um rosto simples e olhos calmos estava sentado na beirada de uma sacada. Da qual era possível toda uma cidade campal.

- Sim... – diz ele calmamente como se ouvisses passos se aproximando por trás, como se soube-se que você, leitor, estivesse observando-o.

- Aqui é uma cidade campal antiga... – Diz o jovem.

Olhando em volta podia-se notar o quarto simples de pedras brutas, decorado apenas com uma bandeira borrada.

- Você se pergunta que reino é este? – ele pergunta se levantando e deixando o seu sobretudo preto cair, mostrando por baixo da mesma, uma camiseta preta com bordas brilhantes de prata e uma calça, aparentemente jeans, com bordas douradas, e incrivelmente, asas brancas com bordas que brilhavam em douradas lentamente. O garoto se vira olhando para você, você podia ver o rosto simples e belo do garoto e dois brincos em sua orelha esquerda com dois pequenos diamantes azuis.

- Este é o Reino de Wanttz, seja bem-vindo, Jovem Observador.

***

Agora estávamos na área externa do castelo, aqui as paredes e pedras eram pintadas de bege e aqui havia um pequeno jardim, provavelmente para os moradores do castelo.

Eu estava caminhando atrás daquele jovem garoto de asas, não conseguia me ver. Apenas ouvia ele e conseguia ver minhas pernas e mãos.

Por um instante pensei, quem deveria ser aquele jovem de asas.

- Meu nome? – pergunta ele parando e olhando para min. Sentir-me parar e olhar para ele, ele conseguiu me ouvir pensa...? Pensei comigo novamente.

- Sim, conseguiu ouvir o seu pensamento por que está pensando sobre min. – respondeu-me.

Entendi agora. Ele com certeza não era humano. Até porque, humanos não tem asas.

- Na verdade isso varia muito... – disse-me o garoto.

– Mas mudando de assunto jovem Observador. Você está aqui para ver uma corrida, e sinta-se muito feliz por poder ver essa corrida. – disse ele sorrindo para min.

Mas, o que seria essa corrida? Me perguntava.

- Essa corrida é parecida com as dos humanos. Correm por um determinado percurso e chegam até a linha de chegada, só que aqui, neste reino, a corrida funciona um pouco diferente. Você verá. – Termina ele dizendo e voltando a caminhar e a sair do castelo comigo o seguindo um pouco mais rápido.

Por algum motivo me sentia agitado, como se estivesse ansioso para ver essa tal corrida, afinal sempre gostei de esportes.

***

Enquanto andávamos pelas ruas largas daquela cidade praticamente medieval, muitas pessoas olhavam para o jovem e sorriam, parece que ele era popular naquele mundo. Muitos acenavam para ele e ele sorria de volta.

Realmente, olhando o rosto dele com mais calma agora, ele tinha um rosto gentil.

Em um determinado instante ele começou a conversar comigo novamente sobre a corrida, falava-me que a corrida era perigosa e que eu ficaria vendo-a do ponto final de chegada.

E também, enquanto ele falava e eu ouvia, eu olhava para o céu daquele lugar. Um céu tão azul e tranquilo com linhas brancas de nuvens no céu, tão tranquilo e pacífico. Seja lá onde e o porquê, eu estivesse, era com certeza uma bom lugar de se estar, e pelo visto, eu havia tido sorte, pois eu havia, “aparecido” no período da manhã, o sol estava nascendo, tão grande e confortável naquele belo lugar.

- Gostou daqui? – me pergunta o jovem sorrindo como se ouvisse todos os meus pensamentos. E rapidamente faço que sim com a cabeça, naquele instante pude ver os meus cabelos um pouco grandes e arrepiados fazendo um estilo jovem também.

- Poderá vir aqui novamente caso queira um dia, ou se precisar de algo importante também. – disse o garoto continuando a sorrir e a andar.

Quando eu ia pensar sobre o que o jovem garoto havia me falado, pude ver o ponto de largada da corrida, em meio a uma rua não muito larga.

Corri para ver de perto, e comecei a reconhecer alguns corredores e não acreditei no que os meus olhos me mostravam.

Havia de tudo. Literalmente de tudo.

Via claramente uma mulher com orelhas de coelho e salto, vestida com um roupa muito sexy, via também um garoto com tapa-olho e rosto de quem estava sempre estressado e na maioria, havia algumas pessoas com asas, outros vestidos como caçadores, havia também uns muito jovens na corrida, inclusive um bebê. 

Eu não acreditava no que meus olhos mostrava. Havia de tudo. Mas ver o bebê me preocupou um pouco.

- Não se preocupe – disse o jovem para min, novamente ouvindo meus pensamentos – se o bebê está aqui, é porque ele está qualificado para correr.

Pensava comigo “como um bebê iria correr se nem mesmo andar sabe?”. O bebê que estava li estava engatinhando ainda.

- Já falei que não precisa se preocupar, eu estou aqui justamente para isso. – disse o jovem com um rosto tranquilo. Mas a tranquilidade dele não me deixava tranquilo. Eu estava preocupado com a criança ainda.

Sem que eu percebe-se, o sol já estava um pouco mais alto, mas ainda era de manhã, e todos os corredores começavam a se agrupar atrás da linha de largada.

Perguntava-me qual seria o prêmio daquela corrida. E agora, exatamente como eu pensei, o jovem me olhou para responder.

- O prêmio... é um desejo realizado meu Jovem Observador.

Senti meus olhos se arregalarem um pouco e pude ver o meu rosto e meu corpo, eu estava de sobre tudo preto, meus olhos estavam vermelhos, mas não intensos e minhas unhas eram levemente garras vermelhas.

Seja lá o que eu fosse naquele mundo, me senti sendo algo que nunca consegui ser na minha própria casa.

Eu mesmo.
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