“3 Cenas”

Cena “1”



“De uma visão embaçada para a lucidez de uma visão clara da mais pura escuridão do nada. O vento passava forte enquanto da direção que ele vinha, um par de olhos me olhava, verdes como esmeralda bruta, ouvia-se a sua voz grossa e forte... Dizendo o “Pai nosso”, em uma língua que parecia ser o espanhol, minhas pernas tremiam”.

En nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti

Da escuridão ele foi aparecendo conforme ele ia cantando, vestido de batina negra de padre, o husky de pelo azul e olhos verdes olhava fixamente para mim, cantando o pai nosso, me dando arrepios na espinha.

Enquanto ele praticamente me hipnotizava, dois jovens apareceram da escuridão para o lado dele, ambos vestidos com patas pretas. Podia-se ouvir o som da música ecoando por toda a escuridão enquanto os dois começavam a dançar envolta do padre husky, girando e movimentando os braços, ambos dançavam ritmada mente com o padre cantando, e por causa da dança, as capas que cobriam a sua cabeça caíram para trás, mostrando seus rosto, um lobo preto com uma cicatriz no olho esquerdo, e seus olhos cor vermelho-sangue. E o outro, uma raposa de olhos brancos e negros que não se misturavam.

- O... Onde eu vim parar...? – me perguntei em voz baixa.

En nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti
Amen

Num piscar de olhos estou me molhando debaixo de uma tempestade, em meio a uma floresta toda enxercada pela chuva enquanto os dois jovens animeis de olhos sombrios dançam juntos, pulando de arvore em arvore, enquanto envolta de cada um, algo que aprecia uma aura os circula, manchando o céu quando eles passavam por cima de mim, um azul-marinho e o outro cinza-claro.
Um relâmpago cai atrás do padre de olhos verdes fazendo um buraco atrás dele, me deixando quase surdo pela proximidade, pisco e mantenho os olhos fechados, notando que a voz do padre havia abaixado, e que agora, ele estava de olhos fechando, rezando, enquanto os dois jovens estavam ao seu lado, um pouco para trás, enquanto ambos também estavam de cabeça baixa.

- E... Eu... – eu estava ficando horrorizado com aquela cena, me sentindo um cordeiro esperando para ser devorado.

Então, conforme a música continuava e aumentava em minha cabeça e em volta, eles levantavam, e tiravam as batinas, os dois mais jovens, vestidos como guerreiros, o lobo com uma espada e o raposo com uma flor, atacaram-me rapidamente, mas passaram por mim sem me tocar. Enquanto eu ouvia o husky terminar a prece, ele se levantava, e a sua batina caia, e eu arregalava os olhos, vendo uma tatuagem no peito do husky que me era desconhecida o significado. Ele se aproxima de mim, não consigo controlar meu corpo. A pata do cão toca-me o rosto, vejo asas grandes de demônio de suas costas, e não vejo nada mais, pois caio desacordado, notando apenas que havia algo de diferente em meu corpo... agora grande e pesado... Como um Dragão.

Amém...”
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