Capítulo 13

Horas depois, o local estava completamente vazio. Só podíamos olhar para o céu e agradecer a Deus por ter nos dado tempo de tirar os demais dali. Agora, todos ficaram em posição na espera dos vilões.
Minutos depois, um caminhão chega e de dentro dele, saem uns vinte vilões, todos uniformizados. Seus uniformes carregavam uma caveira com um “V” parecendo ser um cordão pra caveira. Por sorte, estávamos todos de uniforme também e com nossas mascaras, mas elas eram simples, apenas tampavam em volta dos olhos, como uma faixa amarrada na nossa cabeça. Ideia do Luca.
- Pessoal, se preparem. – Diz Charles.
- Boa sorte. – Digo com um sorriso no rosto.
E então, a batalha começa.
- AAAAAAAAAAAAAAH! – Gritam Charles e Lorena atacando primeiro. Lorena atingia os vilões mais próximos com seus campos de força, Charles vinha em seguida esticando suas mãos até os vilões que estão lá atrás, atrasando eles e dando espaço para que agente lutasse com mais espaço.
- Viram como o treinamento não foi em vão. – Diz o professor Marcelo, que era o único cujo poder ainda não havia surgido.
 O professor Marcelo lutava muito bem, o que fazia um pouco desnecessário ter algum poder. Creio que ele esteja fazendo mais força em seus golpes para ver se sai algo deles.
Restava, Isabela, Carlos e eu para começar o ataque. Eram vinte vilões, agora deveriam ser dezesseis lutando, contra quatro heróis. Pelo visto, estávamos fazendo uma bagunça nos pensamentos deles. Quem diria quatro heróis lutando contra dezesseis vilões e ainda sim, estamos tomando controle da luta.
- Precisamos mesmo ir? – Pergunto para o Carlos.
- Acho que seria desnecessário. – Diz Carlos sorrindo.
- Eu vou atacar daqui, querem ver como estou me saindo? – Pergunta Isa e então ela coloca suas mãos na cabeça, fecha os olhos por um tempo e quando abrem, seus olhos estão brancos. Totalmente brancos. Não sei o que ela esta fazendo, até que eu vejo um vilão parar feito fantoche, e começar a se socar até ele cair e não levantar mais.
- Ai, isso dói. – Diz ela voltando ao normal.
- Incrível! – Digo.
- É, foi bom, mas quero ver fazer que nem eu. – Diz Carlos pegando uma luva e colocando, e quando a coloca, ele aperta um botão e ela cresce e veste seu braço todo. Ele rir e olha pra mim e depois olha para um vilão que está prestes a atacar a Lorena, e então ele estende a mão, abre ela bem, e depois só vejo um laser vermelho parando no ombro do vilão, até que explode.
- Caramba! Você é louco, é? – Pergunto.
- Haha! Acho que aquele ali não escreve mais.
Não sei se consigo achar graça disso, ele era uma pessoa, to certo que ele quer nos ver mortos, mas ainda assim não me sinto bem em matar alguém.
Não fiz nada e a batalha já tinha acabado. Lorena super suada e cansada, Charles sorridente e falastrão como sempre, esbanjando alto estima em ter acabado com a maioria dos vilões. O professor Marcelo fica rindo da gente por não ter poderes e ter conseguido fazer tudo o que fez sem precisar de ajuda.
- É, achei que ia ser difícil. Não sei se foram os treinamentos, mas eu achei que... – Antes que eu pudesse completar a frase, eu vi o professor Marcelo começar a cair lentamente e sem entender muita coisa, fui correndo até ele para evitar a queda. O peguei e quando o deitei no chão, vi um espinho em seu peito. Sua camisa estava coberta de sangue, Lorena ficou imóvel por não estar acreditando. Todos estavam pasmos e sem entender nada, mas eu comecei a entender o que havia acontecido.
Deixei o Marcelo deitado no chão, e corri em direção à praça, onde tinham várias árvores. Fechei os olhos e soquei uma, quebrando ela ao meio e acertando em cheio o vilão que tinha acertado o Marcelo com um espinho. Ele ficou caído, fui me certificar de que ele não acordaria tão cedo, e então corri de volta pro Marcelo.
- Pai! Por favor, paizinho! – Suplicava a Lorena abraçando o professor Marcelo.
- Já dei conta de quem fez isso. – Digo tentando amenizar as coisas.
- Vocês são... – Diz o professor Marcelo acariciando o rosto da Lorena. – Os heróis que... – Ele para em meio à tosse de sangue. – o mundo, precisa.
- Xiiiiiu, fica quieto pai, vamos levar o senhor para o hospital.
- Não minha filha, - diz o Marcelo ficando cada vez mais pálido e mais fraco. – só quero ficar com você aqui.
- Mas pai... – Ela olha pra gente buscando forças, querendo que alguém concorde com ela, querendo que alguém diga que vai ficar tudo bem, mas... Não vai. Acertou o coração e foi bem fundo, creio que até ele chegar ao hospital, ele não tenha resistido, e essa ideia já estava me sufocando. Ver a Lorena começar a chorar me fez sentir mais raiva. E então, surge uma sombra redonda sobre nós, quando olhamos para o alto, vemos Mascarado sobre sua rocha flutuante.
- E então, estava fácil demais? – Perguntou rindo. – Ah esperem, esses eram os novatos, ainda não haviam despertados seus poderes, ou vocês não perceberam isso? – Ele continuou, mas não descia até agente, continuava falando no céu. – Eram como ele, ah! Tadinho vai morrer como os outros. Sem descobrir seus poderes! HAHAHAHAHA!
- Seu... – Antes que a Lorena explodisse, eu a interrompi.
- Calma Lorena! Não adianta ficar furiosa, cuide do seu pai para que ele possa ficar bem.
- Oh, nosso pequeno heroizinho.
Eu estava ficando nervoso, mas algo estava me intrigando mais que o próprio Mascarado. O professor Marcelo estava levantando sua mão na direção do Mascarado, todos parou para olhar, o Mascarado criou um tipo de escudo de rocha para impedir qualquer ataque do professor Marcelo, e então ele mostrou a palma da mão pro Mascarado, “Será que ele vai lançar algo da palma da mão?” Penso. E então, o professor Marcelo vira a mão ao contrario, abaixa os dedos e deixa apenas o dedo do meio de pé.
- Hahahahahahaha! – Charles rir desesperadamente, alias, todos soltam uma risada, o que irrita demais o Mascarado, e só percebo isso quando ele voa em cima do professor Marcelo, só que antes que ele pudesse encostar nele, eu soco seu rosto e ele cai pra trás.
- No meu professor, você não encosta! – E todos voltaram à seriedade total.
Raiva, indignação, surpresa, descontração, ódio, vontade de lutar, ansiedade, essas são emoções que estão me dominando agora.
Mascarado se levanta e em seguida sobe em sua rocha e volta para o céu.
- Agora, enfrentem meus amigos, depois eu volto para ver o quanto estão acabados. – Diz Mascarado indo embora.
Assim que ele se vai, chegam cinco vilões, com os mesmo uniformes só que a caveira com um “V” como cordão, esta no meio do peitoral e com um tamanho maior, além de estarem usando máscaras. Cada um com uma diferente. O primeiro vilão usa uma máscara que tampa apenas os olhos, seus cabelos são enormes, lisos e escorridos. O segundo usa uma máscara que tampa dos seus olhos para cima, parece toca de motoqueiro e usa uma barba grande. O do meio usa uma máscara que cobre seu rosto por completo, deixando apenas seus olhos de fora, e o azul dos seus olhos, destacam bastante. O quarto e o quinto usam uma máscara que tampam seus olhos e narizes, deixando apenas, suas bocas de fora, a única diferença entre os dois, é que o quarto é branco e o quinto é negro.
- Agora sim isso aqui vai ficar bom. – Digo.
- Com certeza, vai ser muito bom bater em vocês. – Diz o vilão que está no meio. Tenho a ligeira impressão de que ele esta olhando diretamente para mim. – Não é mesmo Crato? – Diz ele, enquanto o quinto vilão afirma com um sorriso e fazendo que sim com a cabeça.
- Esse Crato é meu. – Diz o Charles.
- Creio que nem preciso escolher com quem irei lutar. – Falo.
- Agora, chega de hein, hein, hein e vamos ao que interessa. – Diz o segundo vilão vindo até agente.
- Epa, epa, epa espera ai Bruno. – Diz o vilão do meio. – Eles estão com um a menos, a menina esta cuidando do papai. Um de nós tem que ficar pra ser uma luta justa.
- Haha, um vilão falando de justiça, essa foi boa. – Diz Carlos rindo.
- Pronto. – Diz a Isa, e quando vejo um deles cair e não levantar mais.
- Pai! NÃÃÃÃOOOOOOOOOOO! – Grita Lorena.
- Essa não. – Penso alto. Corro até o professor Marcelo e vejo, ele esta morto. Não da para acreditar. Porque isso teve de acontecer? Porque ele? Como vamos ficar mais fortes? Como vamos ser impulsionados a ter esperança e lutar por ela? Como?
Isabela começa a chorar, mas não tira os olhos dos vilões. Charles é a mesma coisa. Não consigo ver o Carlos, mas a Lorena esta em um grande desespero, não para de gritar e de abraçar forte o professor Marcelo. A Lorena tem o poder de criar campos de energia, só que quando ela fica muito nervosa, ela acaba perdendo o controle de seus poderes, e isso já esta acontecendo. Em volta dela consigo ver umas luzes bem pequenas e fracas explodindo, aquilo são campos de energia.
- Lorena, - Falo baixo pra tentar acalma-la. – se acalme, seus pod... – E antes que eu pudesse terminar, ela da um berro daqueles e cria um campo de energia grande, e quando ele explode, me lança pra longe, que chego a cair atrás dos vilões.
Quando caio, bato com as costas em uma pedra, e sinto uma forte dor na coluna. Em seguida, vejo que Lorena voltou ao normal, e agora só esta chorando. Me levanto com dificuldade, mas quando percebo onde estou, penso no quão ferrado eu vou ficar.
- Lorena, precisamos de você, dependemos de você para ganhar essa luta. – Diz Carlos estendendo a mão para ela. Ela pega a mão do Carlos e se levanta. Enquanto isso, o primeiro vilão e o do meio, se viram pra mim, enquanto o quarto e o quinto atacam os outros. Ergo uma sobrancelha, e os outros dois me atacam.
- AAAH! – Grito enquanto firmo meu pé esquerdo no chão, e me apoio nele. Fecho o punho e lanço no primeiro que vem até mim. Acerto seu rosto, porém o outro estava logo atrás, e me acertou com chute no peito. Ando pra trás por causa do impacto, mas logo me inclino e soco seu queixo. – Pronto, um já foi! – Foi fácil, pelo menos ele que ficou no chão desacordado depois de um golpe certeiro meu.
- Merda Donnie! – Berra o primeiro vilão com o que deixei caído no chão. – Levanta!
- Está com medo? Mas já? – Pergunto avançando pra cima dele. Corro e soco seu peito, o jogando um pouco para trás, ele desequilibra e enquanto está caindo, chuto sua barriga e ele cai com mais força no chão. O problema é que ele levanta bem rápido, seu cabelo grande deve atrapalhar um pouco, e acho que isso seria um problema para ele.
- Marcos... – Diz o Donnie levantando devagar.
- Donnie, você está bem? – Pergunta Marcos com a mão sobre a barriga. Deveria estar sentindo uma forte dor, pois meu chute foi bem certeiro.
- Acaba com ele logo... – Diz Donnie caindo de novo. Marcos me olha, arruma o cabelo e o puxa. Sério, parece que seu cabelo esticou um pouco depois do puxão que ele deu no próprio cabelo. E então, ele vem pra cima. Deu o primeiro soco, e desviei, deu o segundo e consegui segurar sua mão, tentou uma joelhada, mas bloqueei com meu braço e então, ele girou a cabeça fazendo com que o seu cabelo rodasse e viesse até mim.
- AAH! – Grito. – Que merda! – Não consigo me conter, a dor foi muito forte, e depois que tiro a mão do rosto, vejo que estou sangrando. Ele me bateu com seu cabelo, mas que coisa ridícula.
Me preparo novamente, e ele vem pra cima de mim, e agora, com uma vantagem sobre mim, pois o cabelo acertou meu rosto e pegou no meu olho, que está coçando e atrapalhando minha visão. Ele me da o primeiro golpe e consigo desviar, porém com dificuldade, então venho recuando a cada golpe que ele tenta me acertar, até que ele da um salto e vem com a mão fechada para me acertar um belo golpe. Só há uma saída, penso. Me posiciono e me preparo para chuta-lo na barriga, e quando ele esta quase em cima de mim, eu o...
- Hehe – Só ouço a risada do Donnie bem abaixo de mim, segurando meu pé.
- Droga! – Solto antes de levar um soco no rosto e cair.
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