CAPÍTULO 11


Três meses se passam e continuamos treinando pesado. Nossos uniformes de treino, todos os dias estão conosco, o que faz parece um real grupo, só que ainda é muito pequeno e... Estamos ficando forte, isso eu posso dizer, até porque iremos a uma missão amanhã. Na verdade, nossa primeira missão. O professor Marcelo vai decidir que vai ir à missão, após o treinamento de hoje, o que esta fazendo com que todos deem o máximo de si, para serem chamados.
- Treinando todos os dias, eu tenho que ficar melhor, não é? – Diz Charles jogando uma piadinha enquanto da um salto e soca um boneco que sai da parede a cinco metros de distancia de nós.
Pois é, agora temos um centro de treinamento de ultima geração. Carlos construiu com peças que encontrou no ferro velho. Claro, menos as principais peças que tivemos que comprar, mas não foi difícil de fazer isso.
Nesse centro de treinamento, tem vários obstáculos. Hoje, estamos enfrentando alguns bonecos que saem das paredes quando agente menos espera. O problema é que eles também nos atacam, então temos que ser rápidos ou para atacar, ou para desviar.
- Cuidado! – Grita Lorena lançando um campo de energia no boneco e destruindo ele completamente.
- Cara, o Carlos vai ficar uma fera quando vir que você destruiu o boneco dele. – Implica Charles.
- Eu não consegui me controlar, desculpa! – Diz Lorena parando e se posicionando para se defender de qualquer outro boneco.
- Eu falo com ele, não se preocupe. – Falo. – Qualquer coisa agente da um jeito de criar outro obstáculo no lugar desse maldito boneco.
Ela da um sorriso e eu retribuo. Charles nos olha como se estivéssemos nos paquerando, mas não é isso, até porque, estou com a Isa, e estamos muito bem juntos.
- Quero é ver os outros que nunca treinam, como é que eles vão ficar melhores a cada dia que passa. – Diz Charles.
- Eles têm seus motivos, e a Isa esta treinando, e muito! – Digo. E é verdade, a Isa está treinando sozinha em uma sala especial para ela. O professor Marcelo vem monitorando ela. A Isa tem o poder de entrar na mente de qualquer pessoa e pode controlar emoções, sentimentos e ações. O Luca não esta treinando porque ainda é muito novo e seu treinamento não passa de revisões teóricas, quase nunca participa dos treinos práticos. O professor Marcelo trabalha muito teste psicotécnico nele, para aumentar suas habilidades intelectuais, até porque, ainda não se sabe qual o poder do Luca e na verdade, nem se sabe se ele chegou a ser modificado. Só sabemos que ele fugiu junto do mesmo lugar de onde nós saímos modificados. O Carlos só fica enfurnado no quarto, desenvolvendo suas tecnologias. Criando armas, armaduras, modificando nossas roupas, como por exemplo, nosso uniforme de treinamento são a prova de chamas.
Quem realmente treina por aqui, somos eu, Lorena e Charles. E o que tenho observado é em como a Lorena é forte. O professor Marcelo, seu pai, nos disse que temos que ter cuidado com a Lorena, porque seus poderes são muito fortes e ela ainda não consegue controla-los por completo.
- Ali! – Grito e avanço pra cima de um boneco. Enquanto corro até ele, fecho meu punho, forço o braço e solto em cima do boneco, que deita fazendo um grande barulho no chão.
- Quer mesmo ouvir o Carlos falar pra caramba não é? – Diz Charles, e todos riem disso. Treino encerrado.
Cada um foi para seu quarto. Eu tomei um bom banho e vesti uma roupa normal. Podia ter passado anos, mas eu não irei me acostumar com esse uniforme desconfortável. Deito em minha cama macia um pouco e talvez uma hora depois, alguém bate na porta do meu quarto. Levanto com muito sacrifício e abro a porta.
- Oi. – Diz a Isa com um sorriso lindo.
- Oi, há quanto tempo.
- Pois é, andei muito ocupada sabe, tomando conta de um garoto ai.
- É mesmo? E que garoto azarado é este? – Pergunto rindo e então a puxo pra dentro do meu quarto, e beijo sua boca. Sentamos na beira da cama e então ela me abraça forte.
- Que foi? – Pergunto.
- Nada, só estou preocupada.
Isso é fato de uma mulher dizer. “Nada, só estou preocupada”, ou seja, não é o “nada” e sim, o “só estou preocupada”.
- O que esta te deixando preocupada?
- Essa tal missão. Sei lá Tonny, até pouco tempo muita coisa mudou. Vocês sabem que tenho poderes, formamos um grupo, estamos treinando e agora temos missões.
- Mas foi você quem me trouxe para cá. Não sabia que seria assim? – Pergunto acariciando seu rosto.
- É claro que sabia, mas... – Ela me olha. – É justamente esse o problema. Trouxe você para correr os riscos, e a cada dia que passa, eu gosto mais de você e a ideia de te perder é muito dolorosa pra mim.
- Ei, ei! – Falo olhando em seus olhos. – Você não vai me perder. Nunca!
- Como você sabe Tonny?
Na verdade, eu não sei. Não sei se ela nunca vai me perder, ou se nunca vou perdê-la. São grandes chances de tudo acontecer, mas temos que estar preparados, tanto para o pior, quanto para o melhor. Só que vai ser difícil.
- Eu só sei Isa, só sei.
Ficamos ali, abraçados até a hora da reunião. Quando é dada a hora, todos nos reunimos na sala de jantar e o professor Marcelo diz que vai à primeira missão do grupo.
- Foi fácil decidir quem serão os sortudos a irem à primeira missão do grupo. Quero que saibam que os escolhidos estão sendo chamados pra essa missão, não porque são os mais fortes do grupo, mas porque a missão pede modificados como vocês, então... – Ele olha para todos nós e em seguida começa. – Tonny, Carlos, Lorena e Charles, vocês foram os escolhidos.
- Ah poxa! – Reclama Luca que cruza os braços e fica de cara emburrada.
- Luca, você ainda é muito novo para ir a alguma missão. Não esqueça, estou te treinando para ser o melhor, então só foque nisso. Foque em seus treinamentos que quando for à hora, você vai ter sua missão.
- Liga não Luquinha, sua hora vai chegar. – Fala Charles bagunçando o cabelo do Luca.
- Bom, e então, qual será a missão? – Pergunta Carlos em um tom mais sério.
- A missão é... – E antes que ele complete, ouvimos um barulho muito alto do lado de fora. Corremos até o lado de fora para ver o que estava acontecendo, e já fomos preparados para outro ataque do Mascarado, só que fomos surpreendidos.
- Meu Deus! – Sussurra a Isabela.
Só podíamos ver, há uns oito quilômetros, um míssil caindo na cidade.
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