Acordando de Um Sonho

Musica: Tarja Turunen – I Walk Alone

“Aquele mundo sujo quase engolia uma criança pura… Fico feliz de poder voltar pra casa… Mas nem aqui posso descansar…”.


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Acordei de meu sono de maneira tranquila.

Deitado em minha cama, tirei o meu cobertor azul escuro de cima min, deixando aparecer da cintura para cima sem qualquer roupa ou pelagem.

Sento-me em minha cama, e meus pelos do corpo humano, se arrepiam.

Havia alguém dentro da casa. Dentro da minha casa.

Controlando o meu acesso de raiva por alguém ter invadido o meu espaço.

Saio da minha cama, ficando em pé no chão, feito de tacos de madeira.

Caminhei até a porta, levei a maçaneta para baixo.

Meus olhos ficaram mais avermelhados, eu sentia as minhas asas e vestes pretas me cobrirem, apesar de nada mudar fisicamente.

Minha mente fez todo o trabalho de fazer o tempo ir mais lentamente para min.

- Fácil – falei enquanto andava.

Via claramente eu atravessando a porta de meu quarto, saindo para o corredor, e dando de cara com um homem, sequestrador, do meu lado, se virando para me ver.

- Morra – Falei para ele, assim que o vi.

Minha visão dos dois mundos me permitia ver o que aconteceu com ele.

E a cena não foi agradável. Ele viu o que o matou por um instante.

- Pena que nem a alma vai voltar pra ter vingança – comentei comigo rapidamente.

Voltando a caminhar pelo corredor em direção à sala. Lentamente mas sem esconder os meus passos.

O corpo do homem cai para o lado que eu estava caminhando e sujou a parede com o seu corpo sujo.

Meus olhos mais vermelhos ainda, se encheram de raiva.

Mais um comparsa dele apareceu no meu caminho.

Assustado com o companheiro morto no chão, e antes que os olhos deles chegassem aos meus pés, ele perde a consciência e caio em cima do seu colega morto. Este de olho ainda abertos.

O Ultimo e terceiro comparsa estava na sala com a arma apontada para minha família.

Cheguei tranquilamente e em silencio até a sala.

Passei e pisei por cima de seus colegas.
Olhava a minha mãe e irmã, ambas juntas e sentadas no sofá com medo. Minha mãe até mais calma, consolando minha irmã. Mas eu não podia ouvir o que elas ou ele falavam.
Meus ouvidos estavam tapados para o mundo exterior e físico.
Eu conversava apenas com o meu companheiro lobo, que estava ao meu lado.
- “Odeio eles, Seres Humanos sujos que querem sujar os outros...” – falei para ele sem algum som sair da minha boca.
- “Acalme-se” – aconselhou me.

- “Não, ponto final” – Respondi a ele sério.

O homem girou e apontou a arma para a minha pessoa com um rosto sério.

E Sem hesitar, tentou apertar o gatilho, ate perceber o seu corpo não se movia.

Meus olhos fixos nele.

Ele me via, percebia do outro jeito.

Um Lobo em forma humana com um lobo do lado, todos pretos. Ele estava paralisado pelo medo. Tentou gritar sem conseguir soltar nenhum som.

Ele se via de frente com dois demônios, em sua visão em um campo negro e de pedras em chamas e roxas e azuis.

- “Morra” – Disse para ele em alto e bom som.

Ele pegou a arma que estava em sua mão, e tremendo a colocou do lado de sua cabeça.

***

Ele caia morto na frente da minha família e na minha frente.

Enquanto ele caia lentamente, minha família via meus olhos vermelhos.

- Desculpem-me por tudo isso... – pisquei e elas caíram no sono.

Usei o que eu havia aprendido para transportar cada uma para o seu quarto.

Magia.

Passei a minha mão apontando para elas e as escondendo de minha visão, e sumiram cada uma para o seu quarto quando abaixei minhas mãos.

Virei-me e voltei a caminhar em direção ao meu quarto.

Passando por cima deles. Dos Corpos deles.

Antes de entrar no meu quarto, os corpos já haviam sido levados deste mundo.

- Que isso sirva de lição para todo e qualquer ser, seja humano ou não. Antes de entrar em minha casa e ameaçar a minha família – falando, entro no meu quarto fechando a porta.

- Agora eu posso descansar... – suspiro olhando da minha janela de vidro para fora, a noite e a luz do luar que entrava pela janela. – Espero...
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