Malz ai galera, demorei pacas pra postar. Já falo, culpa do Yuri que não me lembrou de postar, ele sabe que eu esqueço das coisas rapido e facil. Ah, não sei se posto agora tão cedo mesmo. Vou viajar, ou seja, se eu já não lembro aqui com internet, imagina viajando ;). Então, é so isso, valeu, fiquem com o cap.




Capitulo 19
Que comecem os jogos
-Você... –Disse Felipe encarando o garoto.
-Porque essa surpresa?
-Não imaginei que andasse sem os outros dois.
-Eles acreditam que eu estou com ele.
Felipe sorri e então diz:
-Ao que devo o prazer?
-Vamos a um lugar mais reservado.
Felipe começa a virar de costas e andar quando nota um buraco abrindo em sua frente com uma escada.
Rapidamente Felipe vira. O garoto sorriu e disse:
-Tá na hora de você saber tudo o que está para acontecer.


-Eu já sei.
-Não, não sabe. Vamos? Tem que ser bem... Reservado.
Felipe e o garoto adentram por dentro das escadas. Conforme iam andando podia-se ver ossos por todas as paredes, corpos caídos no chão. Aparentavam estar lá a anos. Muitos anos. Nas paredes tinham tochas a cada 5 metros. Conforme iam se aproximando elas iam acendendo.
-Mas que porra...? –Se pergunta Felipe.
-Já disse. Vamos a um lugar reservado.
-Eu não quer ir, vou voltar.
Felipe começa a fazer o caminho de volta quando uma parede surge em sua frente.
-Você não quer arrumar confusão comigo.
-Porque você acha que é tão foderoso assim?
-Eu sei que tem gente mais forte que eu, mas não você.
Felipe correu em direção ao garoto quando de repente um dos ossos pulou nele e o puxou para a parede. Quando notou não podia nem ao menos contar quantos os prendia na parede, então gritou:
-Me solta agora!
-Não até você ficar calminho.
-Daniel! Agora!
-Não.
-Torça pra eu...
Foi interrompido por um soco de uma das caveiras que o acertou em cheio no rosto.
-Você o que? Você é fraco. Um inútil que mal sabe usar todo seu poder. Mal sabe de nada sobre nada. Eu quero te oferecer um jeito de proteger a todos que é o que você quer. Então você pode por favor calar a porra da sua boca?
Felipe fica sem reação. Os olhos ficaram arregalados. Então abaixou a cabeça e apenas concordou. Os ossos o soltaram e então ambos voltaram a caminhar pelas escadas. Foram andando até chegar a uma porta. Era uma porta prata numa parede negra. Tinham cabeças, braços e todas as outras partes do corpo espalhadas por ela. Todos transmitiam a mesma sensação. Terror.
-Entre. –Disse Daniel.
A porta se abriu sozinha e então ambos entraram. A sala era bem diferente. Era toda negra, com os moveis pratas. E onde pisavam o chão brilhava com um branco que parecia que ia cegar. Felipe se dirigiu a um dos sofás e sentou-se de modo que se sentiu confortável.
-De onde você acha que vem toda essa sua força superior? – disse Daniel enquanto pegava uma taça de vinho.
-Você não é muito novo pra beber?
-Sou muito mais velho do que aparento ser. Mas prossiga.
-De treino, obviamente. Lutei duro por isso tudo.
Daniel começa a rir insanamente e então diz:
-Ai, ai... Acha mesmo que é isso? Tem tanta gente por ai que se esforça tão mais que você e não é tão forte.
Felipe o fica encarando. Confuso, sem saber o que fazer ou dizer. Então Daniel se levanta tacando o copo contra a parede e abrindo um sorriso insano:
-Você. Vou te dizer de onde toda sua força vem. Quer tentar chutar primeiro?
Felipe fica em silencio, horrorizado. E nada diz.
-Nadinha? Sério? Pois bem, essa sua força não é purificadora à toa. Pera, você sabia que era pura, certo? Ao menos isso.
-Sabia.
-Bem, vamos fazer de outro jeito, quem sabe você descobre. Saca sua arma.
-Arma?
Daniel faz uma cara de “meu deus, como você é sonso” e diz:
-É. Relaxa, você pode chamar ela aqui, estamos em frequências menores. Para ser mais exata, a frequência de espíritos.
-Como você sabe das frequências?
Daniel então levanta o seu braço direito e o gira. Como uma magica sai uma corrente com uma lamina em sua ponta indo em direção a Felipe com força total. Um golpe direto. Sem compaixão. Um golpe para não causar nada menos que morte.
Felipe se desvia para o lado e então segura a corrente puxando-a para si. Quando a puxou seu corpo perdeu toda a força, e então caiu ajoelhado e sangrando.
-Se eu fosse você, não encostaria nessa corrente. –Disse Daniel sorrindo.
Enquanto estava caindo Daniel puxou a corrente de volta para si e pegou a ponta com lamina, então colocou no pescoço de Felipe e disse:
-Agora, pegue sua arma.
Felipe com muito esforço se afasta de Daniel e então se levanta. Então diz:
-O que é você...?
-Vamos fazer um trato, me vença e eu digo quem você é. E depois quem eu sou.
Felipe sorri e então diz:
-Fechado
Felipe coloca uma mão esquerda acima de sua cabeça e a outra abaixo de sua cintura, ambas com o formato da letra “C”. Olhou para Daniel e então as inverteu rapidamente.
-Então você é um usuário de media distancia, do elemento ar. –Diz Daniel.
-Porque não fala logo que uso duas katanas?
-E qual graça seria? Aliás, o jeito que você as usa. Não é errado? A lamina da mão esquerda virada para frente, enquanto a da mão direita para tras.
-Não existe jeito errado e certo, logo vai entender porque a da mão direita fora e a da mão esquerda pra dentro.
Daniel girou sua corrente fazendo um ataque lateral na direita de Felipe, que defendeu enquanto corria em direção a Daniel com toda sua velocidade. Até que simplesmente sumiu.
-O que...?
Foi o que Daniel conseguiu dizer antes de ver a lamina de Felipe a alguns centímetros de seu rosto. Daniel pulou para trás no ultimo segundo possível para escapar.
-Ei, de repente ficou tão fraco. –Disse Felipe com um sorriso provocador.
-Realmente você é mais forte com as laminas. Mas não tanto.
Outra corrente apareceu na mão esquerda de Daniel, dessa vez com uma ponta redonda. E então começou a girar em torno de si mesmo. Felipe apenas fica observando enquanto faz uma formação de defesa. Até que então Daniel afrouxa de sua mão e roda a lamina junto na direção oposta.
Felipe olha ambas as correntes vindo, em câmera lenta. Uma vinda pela esquerda e por baixo, e a outra pela direita por cima. Felipe leva a katana de sua mão esquerda para o lado direito inclinando-a de modo e fizesse a corrente subir por cima de sua cabeça e com a katana de sua mão direita levou ao lado esquerdo inclinando-a de modo que passasse por baixo de seu pé enquanto pulava.
-Incrível. Ele ativou os olhos do totem, seu poder subiu significativamente. Mas ainda não é o que eu quero. – Resmungou Daniel para si mesmo.
Com as correntes de seu oponente cruzadas Felipe avançou contra Daniel a toda velocidade, então pulou para um ataque direto e mortal. Com a lamina virada para dentro cortou enquanto girava para esquerda, mas foi defendida, mesmo que com certo esforço. Então Daniel percebeu que o ataque não estava na lamina da mão esquerda, mas sim na da direita que vinha com força de Felipe mais a do movimento circular que havia feito enquanto pulava.
O sangue começou a escorrer por todo o rosto de Daniel que havia acabado de ser cortado.
-Interessante. Você usa uma lamina para cara direção por tem uma defesa das costas e frente, e de quebra, ainda pode atacar e contra atacar. Muito esperto. Se estivéssemos na nossa frequência, eu estaria morto agora. Realmente te subestimei.
-Há-há. Obrigado. Mas temos uma promessa, o que eu e você somos. Claro, de acordo com você.
Daniel abre um pequeno sorriso e diz:
-Vou te dizer. Você e o seu amigo Yuri são...
Reações: