Malz ai galera, nem consegui fazer o 18 de profanis ai. No ideias. Fiz esse conto. Sugiro que baixem as três musicas que estão nesse conto. Mas enfim. Tá aqui. Ah, só mais uma coisa. Se você tem frescura com cenas pesadas, melhor nem ler. Valeu galera, até. Tentatei estar com profanis semana que vem. E bom Halloween pra vocês.


End of the world

Armor for sleep

Estava sentado em sua cama. Não havia nenhum barulho, muito mal podia se ouvir o velho vinil ao fundo, só o havia colocado ali porque gosta de seus vinis de blues. Passou a mão ao rosto, era apenas mais um dia tedioso. Ao menos foi o que pensou. Mal sabia que ia ser um dos dias mais estranhos de toda sua vida. Se ao menos sobrevivesse a tudo que estava por acontecer.



Levantou-se da cama e pegou a primeira calça que veio na mão.

-Olá Marilia.

-Oi Renan.

Esperou ela se afastar e apenas sussurrou: “Piranha vadia”. Na semana anterior não conseguiu dormir devido aos gemidos e gritos de orgasmos que vinham do andar de baixo. Do apartamento dela. Quando chegou ao térreo foi direto até sua caixa de correio. Apenas mais e mais contas. Rasgou em pedacinhos e tacou na lixeira. Apenas falaria que não havia sido entregue, pelo quinto mês seguido.

Voltou ao seu apartamento e começou a escolher uma roupa. Foi para o banheiro e começou a tomar banho. Ficou quase uma hora em baixo do chuveiro. A água caia fervendo em suas costas. O banheiro já havia se tornado uma sauna. Pegou o barbeador e sem nenhuma loção começou a fazer a barba. Doía toda vez que passava. A cada vez que passava o sangue escorria dos cortes abertos. O chão da banheira já estava vermelho. Jogou o barbeador no chão. E começou a resmungar ali mesmo. Em seguida pegou a tesoura e começou a cortar o cabelo. No chão se formava uma arte do cabelo tingido de vermelho e espalhado pelo chão da banheira.

Olhou-se no espelho. Embora tivesse utilizado a gilete, ainda estava com a barba malfeita. O cabelo estava picotado, e bom ao mesmo tempo. Era exatamente o que queria. Secou-se e saiu do banheiro. Apagou e acendeu a luz cinco vezes. Para no final bater no interruptor e deixar a luz desligada. Viu sua roupa na ordem de sempre. Em cima a cueca, logo embaixo, seguindo essa ordem, calça, camisa, sobretudo, meias e o tênis no chão. Na mesma ordem que havia deixado começou a se vestir. Encarou seus olhos no espelho da prateleira. Castanhos escuros. Quase pretos.

Pegou as chaves, carteira e um óculo escuros. Abriu a gaveta e pegou um maço de cigarros, isqueiro e sua streetline special com apenas oito balas. Havia comprado para se defender. Era uma ótima pistola. Fácil de esconder, leve e pratica. Pegou a mesma e colocou em um bolso interno no seu sobretudo. O resto colocou tudo nos bolsos da calça jeans.

Desceu as escadas e apertou o segredo do carro. Um camaro verde tocou. Entrou nele e ligou. O som do motor ecoou por todo o estacionamento. Viu Marilia se aproximando do carro. Usava uma saia que cobria menos da metade de suas grossas coxas, um top minúsculo decotado até um pouco abaixo da metade dos seios fartos. Os olhos verdes vinham brilhando. Os cabelos pretos balançando.

Renan abaixou o vidro e olhou para o lado de fora. Marilia se apoiou com os cotovelos sobre a janela, de modo que aparecessem bem seus seios. Renan apenas abre um sorriso e a dá um beijo. Então apenas faz um sinal para ela entrar. Enquanto entrava, Renan colocou uma música. Three Days Grace - Born Like This. Então apertou o acelerador. Foi acelerando até a porta do estacionamento e então freou. Virou a cabeça de Marilia para si e a deu um beijo. A mão foi rapidamente posta, por ela mesma, por dentro de sua saia. Sem calcinha por sinal.

Voltou ao volante, então Marilia perguntou:

-Para onde estamos indo?

-Um lugar reservado.

-Eu tenho que estar de volta em meia-hora. Tenho que ir trabalhar.

-Relaxa, eu pago sua “diária” de hoje. –Disse isso puxando cinco notas de 100 e colocando por dentro de seu top.

Ela apenas apertou a mão dele contra seus seios e sussurrou um: “Pode ficar com a mão ai se quiser”. Renan sorriu e então começou a acelerar.

Não parou em nenhum sinal. Apenas acelerava. Marilia começava a se encolher no banco. Ainda mais na hora que ele largou o volante para acender um cigarro. Ofereceu a ela, que prontamente aceitou. Continuou acelerando.

Entrou em uma estrada de terra, deserta. Parou lá para dentro da estrada. Então desceu do carro. Deu a volta e abriu a porta do carro, puxando Marilia para fora.

-Ai! Tá me machucando, cuidado. –Gemeu Marilia de dor com o puxão.

Renan a agarrou pelos braços e a deu um beijo. Então a tacou em cima do capô do carro. Colocou a mão em seus glúteos por baixo da saia e apertou enquanto a beijava. Retirou uma das mãos e arrancou o top que ela estava usando e então começou a apertar seus seios. Foi ao ouvido dela e disse:

-Putinha. Piranha. Vadia.

-Vai, fala mais. Eu a-do-ro.

Marilia colocou a mão por dentro das calças de Renan e então disse:

-Tá de parabéns.

Então ela abaixou suas calças e se ajoelhou a frente dele. Ficou lá por quase dez minutos, sem parar. Então ele a pegou pelos cabelos e a levantou. Abaixou sua saia e começaram. Gemidos. Gritos. Sussurros. Tudo que havia direito. Ao final ela estava deitada ao chão. Exausta.

Então começaram a colocar as roupas e entraram no carro. Começou a adentrar mais na estrada de terra. Até que chegaram a beira de um penhasco. Ambos saíram do carro. Então ele disse:

-Algum ultimo desejo?

-Ultimo?

-Acabei de ter tudo que eu queria. Prazer e dinheiro. Isso tudo só com você.

Então ele pegou sua streetline.

- Adiós, perra sucia.

Boom.

O sangue escorria. O olho verde direito, antes verde, agora era apenas um buraco com uma bala alojada. O sague escorria partindo dali até seus pés. Renan a pegou pelo pescoço e a jogou lá de cima. Sua camisa branca agora estava manchada de vermelha. A jogou lá de cima também. Voltou a seu carro e ajeitou o retrovisor.

Ligou os motores e colocou uma musica. Jet - Cold Hard Bitch. Partiu em alta velocidade. Saindo diretamente na estrada. Foi em direção a um bar. Então entrou e foi direto ao balcão. O barman olhou para ele e disse:

-Você de novo? Não te expulsei daqui a base da porrada daqui semana passada seu filha da puta? Eles não te fizeram de mulherzinha o suficiente?

-Pois é. Todas as putinhas estão aqui? Eram quantos? Seis contando com você, certo?

Cinco homens se levantaram de seus lugares e começaram a andar em direção a ele, então diz:

-É, exatamente seis.

Levantou da cadeira e foi em direção à porta. Fechou o estabelecimento. Todos o ficaram encarando. Então disse:

-Que comece a festa.

Puxou sua streetline e deu um tiro. A testa do barman escorria de sangue. Então caiu. Todos se atiraram no chão. Então disse:

-Os outros cinco filhas da puta. Bem aqui. Melhor, vamos ver aqui se todos são realmente amigos. Eu tenho vários e vários pentes reservas aqui. A cada um minuto que passar e todos não estiveram aqui, um aleatório morre. Que comece o jogo.

Todos passavam um por cima do outro e começavam um alvoroço.

Em menos de trinta segundos estavam os cinco de joelhos em sua frente. Então ele colocou a arma na testa de cada um, então se olhou para o ultimo e disse:

-Vamos nos divertir. Você, chupa o primeiro ali. Vai.

O homem começou a resmungar. Então Renan colocou a arma no olho dele. O homem se calou. E começou a ir, então Renan.

-Não. Não. Assim é sem graça, vai de quatro. Que nem uma vadiazinha imunda.

O homem foi e então abriu a calça do primeiro e começou. E falou pros outros fazerem entre eles, e abaixaram as calças, não era o suficiente apenas na boca. Renan também jogou um cabo de vassoura. Tinham que pagar pelo o que haviam feito com ele. Ao final, todos estavam sujos. Então voltaram a ficar em fileira. Na frente de Renan.

Silencio, então Renan começou a rir. Desesperadamente. Chorava de rir. E rindo deu o primeiro tiro. O sangue escorria pelo peito. A dor era aguda e agoniante. E assim foi o segundo, terceiro, quarto e finalmente, o quinto. Todos ali, caídos ao seus pés. Mortos.

Renan simplesmente se virou e acendeu outro cigarro e disse:

-Aproveitem, hoje é tudo de graça.

Saiu pela porta da frente, ainda estava limpo. Com um pedaço de madeira destruiu a linha telefônica e a energia elétrica. Com a mesma fechou a porta. E com outras as janelas. Entrou em seu carro e voltou a dirigir a toda. 100 Km/h. 150 Km/h. 200 Km/h. E então freou. Faltava apenas uma bala. A dourada. Foi então aonde seria seu trabalho. Subiu as escadas, nem pensou em parar. Chegou ao ultimo andar. Abriu a porta de seu chefe, que o recebeu gritando enquanto se apoiava na janela:

-Uma semana sem vir Renan! Acha que é tudo uma bagunça?! Do jeito que você bem entende? Acha que...

-Parabéns senhor Freitas. A melhor bala. A bala de ouro.

-Bala de ouro? Como assim?

Sacou a sua arma e disse com um sorriso sarcástico:

-Bye. Bye. Bitch.

-Você não...

Boom.

O homem caia do trigésimo quinto andar exatamente em cima de fios de eletricidade e logo depois caindo no chão.

Renan desceu as escadas e assim que saiu do prédio deu de cara com a multidão em volta do corpo. Foi adentrado pelo meio da mesma e chutou a cabeça. No lugar do olho esquerdo havia apenas um buraco com um brilho dourado dentro. E o rosto ensanguentado com o sangue que ainda vazava do olho Apenas resmungou e foi direto para seu carro.

Bufou e colocou uma ultima musica. Armor For Sleep – End Of The World. Então sussurrou: “Falta apenas um, mas antes...”.

Pisou no acelerador e foi na contra mão. Em pouco tempo mais rápido do que já foi em qualquer dia. Em toda sua vida.

“Tidal waves are gonna swallow your town alive,

Terrorists are gonna poison all our skies.

Bodies are gonna wash up on the beach,

Hell is gonna bring your parents to their knees.”

Causou um acidente e ia cantando junto com a musica.

“You escape, I'll stay,

I'm so tired of running away.”

Abriu a janela a tacou o revolver em um carro.

“I wanna stay at home for the end of the world,

Falling asleep when they're dropping the bomb.

This is all a dream,

That’s what I'll be singing.”

O revolver atravessou o vidro indo diretamente no rosto do motorista.

“I wanna stay at home for the end of the world,

Falling asleep when they're dropping the bomb.

This is all a dream,

That’s what I'll be singing.”

O carro começou a capotar. O motorista já estava morto.

“Pack all your bags and lock all your doors behind,

Clear out the cities and pray for your little lives.

You've all escaped, I've stayed.

I'm so tired of running away.”

Passou no meio de dois carros.

“I wanna stay at home for the end of the world,

Falling asleep when they're dropping the bomb.

This is all a dream,

That‘s what I'll be singing.”

Com o susto os dois apertaram o freio e bateram entre eles. Alguns poucos carros vinham a toda velocidade em perseguindo ele.

“I wanna stay at home for the end of the world,

Falling asleep when they're dropping the bomb.

This is all a dream,

That’s what I'll be singing.”

Olhou o retrovisor, reconhecia os rostos. Eram do bar. Sorriu.

“Everything around you, is gonna turn into,

The biggest pile of ashes,

That you could ever imagine.”

Quando os carros iam fecha-lo apertou o freio, os dois se bateram e saíram do chão com o impacto, pedaços do carro voavam para tudo quanto é lado, nenhum no carro de Renan.

“Everything around you is gonna turn into,

The biggest pile of nothingness.

So keep on running, keep on running.”

Dois homens desceram de um carro na calçada a uns 200 metros. Eram do trabalho. Cada um com uma arma. Apontada na direção de Renan.

“I wanna stay at home for the end of the world,

Falling asleep when they're dropping the bomb

This is all a dream,

That’s what I'll be singing.”

Puxou o freio de mão e girou o volante. O carro foi derrapando e bateu com a traseira nos dois, que foram lançados a uma boa distancia. Mortos com o impacto.

“I wanna stay at home,

I wanna stay at home,

I wanna stay at home,

I wanna stay at home.”

Parou frente para a estrada de terra. Que tinha o penhasco. Acelerou a toda até o fim. Saiu do penhasco, estava no ar. Podia ver o corpo de Marilia nas pedras. Um verdadeiro mar de sangue em volta dela.

“This is all a dream,

That's what 'll be singing.

This is all a dream,

That's what 'll be singing.”

Fechou os olhos enquanto caia. Tudo se passava tão lentamente. Tão calmo. Apenas sorria. E no momento que tocou a ultima nota, o carro encostou-se ao mar e lentamente afundou. Com um motorista sorrindo. Aliviado e finalmente livre.

Reações: