Capitulo 11
Things that happen
Laila estava se contorcendo quando Mariane chegou com um pedaço de carvão que encontrou jogado. Felipe pegou o carvão e foi andando em direção a Laila, quando estava perto ela se contorceu e o jogou para fora do quarto onde estava.
Laila estava em um estado sem igual, deplorável. Seus olhos estavam completamente negros e com sangue escorrendo de tais, assim como escorria de sua boca, nariz e ouvidos. Sua pele estava perdendo a cor a aparentava derreter pouco a pouco. Tudo isso misturado com o fato que ela se debatia hora ou outra, e ia aumentando a frequência desse ocorrido.
Mariane olhou para Felipe e disse:


-Me deixa entrar, eu consigo. Você sabe da minha habilidade.
Felipe se levanta e a puxa de volta e continuou a andar em direção a ela, quando é arremessado para trás novamente. Mariane em um ato imprudente correu em direção a Laila, quando Felipe segurou sua perna e a puxou de volta.
-Tá pensando o que? Hã? Que isso é parecido com um dos treinamentos da organização? Pirou? Se você entrar lá vai morrer em segundos. Ela está virando um...
-NÃO OUSE FALAR QUE ELA ESTÁ VIRANDO ISSO, NÃO PODE, NÃO MESMO.
-ACEITE ISSO DE UMA VEZ, É POR VOCÊ NÃO QUERER ACEITAR DESDE ANTES QUE ELA TA ASSIM. ELA ESTÁ SOFRENDO POR SUA CAUSA. APENAS SUA.
Mariane se colocou em silencio e começou a chorar, então disse:
-Eu sei, por isso eu preciso entrar lá, e ajuda-la e, além disso, a minha habilidade ela vai...
Antes de terminar Felipe puxou Mariane e lhe deu um beijo. Então se retirou e disse:
-Tudo bem, vamos lá. Agora ambos podemos entrar.
Mariane permaneceu imóvel, sem saber o que fazer. Então se levantou e acenou afirmando que ia entrar. Felipe olhou e disse:
-Eis o que vai acontecer, você vai entrar e sem toca-la vai ficar ao lado dela, conversando. Vai manter a mente dela acordada, enquanto isso, eu vou tentar faze-la melhorar.
Mariane fez com que sim e foi andando em direção a Laila lentamente. Felipe entrou pelo canto da sala o máximo distante o possível. Quando alcançou Laila, Mariane se sentou ao lado dela e tentou acaricia-la, então se lembrou de que não podia tocar. Olhou para Felipe por algum tempo e retornou a olhar para Laila e disse:
-Hey, Laila. Sou eu. Mariane. Lembra?
-Por favor Mariane, me ajuda, por favor. Dói tanto, tanto mesmo.
-Calma, calma. Eu tô aqui, não tô? O Felipe vai dar um jeito e você vai melhorar, tá?
-Ele tá demorando muito. Dói, dói muito.
Felipe foi se andando ao redor da sala com o carvão e fazendo uma circunferência em volta de Laila. Na parece começou a escrever símbolos, quando ia fechar o circulo olhou para Marine e disse:
-Saia. Não posso fechar com você ai dentro. Troque de lugar comigo. Assim que eu estiver ai e você aqui, você fecha.
-Mas e você?
-Eu vou ficar bem.
Mariane então se levantou devagar e foi andando em direção a Felipe. Quando chegou, hesitou por alguns instantes em pegar o pedaço de carvão que já estava no final. Por fim pegou e Felipe chegou até Laila, então fez um sinal positivo a Mariane.
Quase que como sincronia, na hora que Mariane fechou o circulo, Felipe pulou em cima de Laila colocando uma mão sobre sua barriga e a outra sobre seus olhos e a apertando contra si. Mariane sentiu um impulso e foi jogada para traz enquanto Laila se debatia presa ao corpo de Felipe.
***
-Chegamos, é essa a casa.
-Tem certeza? Eu não tô sentindo absolutamente nada.
-Você não sou eu, te garanto que é bem mais fácil eu sentir a presença do que você.
-Os dois parem, vamos logo.
Três pessoas desceram do carro e pularam o muro da casa abandonada que havia ali, olharam para o chão e viram um corpo. Não pararam para ver se estava vivo ou morto, mas estava completamente imóvel. Seguiram andando em direção a casa principal, era a sua meta afinal.
-O garoto morto ali atrás, é melhor alguém ficar de olho. Você fica?
-Porque eu?
-Agente precisa do outro lá, e eu tenho certeza que se esse dai tá ai, tem alguém mais interessante lá dentro. Você vem se divertindo muito ultimamente, é minha vez.
-Eu já disse que isso não é uma diversão, para de dizer isso.
-Tudo bem, tudo bem. Você fica?
-Vão logo os dois.
Os outros dois foram seguindo devagar pelos corredores que pareciam intermináveis. Passaram por diversas portas e por diversos corredores. A casa parecia se tratar de um hotel antigamente, e dos bons. Era possível ver que a estrutura era boa demais para a época de construção daquela casa.
De repente um deles parou e disse:
-Estamos em uma ilusão, e das boas. Já passamos três vezes por esse rato morto – Então pegou o rato e mostrou para o outro – a casa já é grande, fazendo agente andas em círculos, ai mesmo que não vamos achar. Precisamos de ajuda.
-Relaxa.
-É exatamente por isso que estamos perdidos. Agora que eu já notei, eu sei o caminho.
Então o garoto se virou e foi andando em direção a parede. O outro murmurou um “louco” para ele. Quando chegou a parede ele a atravessou. O outro olhou assustado, então foi andando também, e a atravessou sem problema.
-Eles estão depois daquela porta, vão conseguir salva-la, melhor corrermos.
-Não precisa nem dizer duas vezes.
Os dois foram correndo o mais rápido que podiam, então pularam arrebentando a porta.
***
Yuri estava no campo novamente, deitado junto a seu totem. Até que então acordou. Colocou a mão na cabeça e diz:
-Mas que diabos...?
-Você foi posto pra dormir.
-De novo? Ele não se cansa disso?
-Aparentemente não, pelo menos você conversa comigo.
-Com você eu converso pelos pensamentos.
-Mas você não me ouve responder.
-Isso é verdade.
Yuri se levantou da grama em que estava e olhou em volta. Então perguntou:
-O subconsciente de todo mundo é assim?
-Não, cada um tem o seu.
-Hã?
-Bom, o seu é uma floresta, o de outro pode ser uma praia ou uma estrada. Outros podem ser apenas um cômodo, ou uma casa inteira. Varia muito.
-Interessante.
-É, também acho curioso.
Yuri sorriu e se tacou novamente na grama de costas, então o leão se levantou e disse:
-Você está em perigo, muito.
-O que? Me deixa voltar e...
Antes que pudesse terminar a frase o leão pulou em cima dele e tudo ficou escuro.
Yuri se levantou devagar, não tinha consciência de seus movimentos. Era apenas um corpo se mexendo involuntariamente. Então avistou um homem sentado um pouco longe de você, então pode ouvir:
-Parece que no final das contas você não estava morto, fico pensando quem teria feito aquilo com você. Mas tudo bem, boto você pra dormir em um instante, acho.
***
-Oh, é você aqui. Sabia que você ainda causa uma grande confusão. Até desistimos de procura-lo, Marcos. Você também Mariane. E aparentemente Laila também está aqui. Era ela que estávamos caçando? Não me surpreende que tenha uma aura tão forte a ponto de confundir ele – disse isso apontando para o garoto, então abaixou o braço – Pois bem. Lhe devo meus parabéns, e um obrigado. Agora Vamos tratar que você volte comigo e os superiores vão me fazer um comandante.
Marcos olhou para ele friamente e disse:
-Se você tentar alguma coisa com Laila, eu juro que você não sobrevive, e me chame agora de Felipe, não uso mais Marcos como referencia.
-O que você vai fazer? Ainda acha que é mais forte?
-Que você com certeza... Caio.
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