AEEEEEEEEEEEE GALERO, hoje, dia 23 de junho de 2011, completamos um ano de H&B. Um ano desde que decidimos postar SILENCIAR, besteiras e tantas outras coisas... Um ano que vocês tem acompanhado de perto ;)

Bem, não sou lá muito bom com discursos (quem leu o inicio desse texto percebe), então vou logo para a parte boa: nessa semana, será postado diariamente pelo menos um texto. Amanhã será postado SILENCIAR e segunda será postado Profanis, como sempre, porém, hoje, sábado, domingo, terça e quarta serão postados pelo menos um textinho, um one-shot, que, quem sabe, no futuro, possa ter continuação xD

Então, sem mais delongas, aqui está, o primeiro texto. PARABÉNS, H&B, E OBRIGADO A TODOS QUE TEM NOS ACOMPANHADO ATÉ AQUI! E FIQUEM LIGADOS (isso foi horrível) POR QUE LOGO MAIS FAREI UM GRANDE ANUNCIAMENTO SOBRE O FUTURO DE SILENCIAR!



INCUBUS

As mãos dela tremiam. O cabelo, antes sedoso e brilhate, agora se confundia com a escuridão. Os traços do rosto também. Sem a luz, era impossível ver o brilho da maquiagem.

Mas para mim, o cabelo armado, as bochechas suadas e rosadas, toda aquela beleza suja e caótica... tudo era perfeitamente visível. Não por conta de olhos acostumados ao escuro, ou por poderes sobrenaturais, mas sim por que as mãos que desciam por suas costas simplesmente não eram minhas.

O monstro em meu corpo pegou-a no colo, como um noivo pega sua esposa ao sair da igreja. Nos poucos momentos em que suas bocas estavam separadas, ela deixara escapar a informação vital: rua José Pires, número 1408, apartamento 6277, sua casa. Estavam a pouco mais que cinco quarteirões de distância.

"Que sorte", as palavras cruzaram os pensamentos que não eram meus. Respondi mentalmente com uma série de palavras bem feias, mas o monstro apenas sorriu.

Num piscar de olhos, eles estavam lá. Eu não me lembrava de vê-los passar pela porta, e aposto que ela também não. Aposto ainda que ela não se importaria e esqueceria qualquer pensamento desconfiado, qualquer mísera descarga elétrica, assim que os lençóis tocassem sua pele. Pois era sempre assim. Elas nunca pensavam.

- Tira essa máscara - ela disse. Mas ele não faria isso; pois fora da máscara que ele viera. E apenas a máscara permitiria que ele continuasse a parasitar meu corpo. Mas devo bater palmas para essa garota. Foi a única que resistiu o suficiente para pronunciar uma frase completa.

Ele respondeu acertando-lhe um tapa na face, e eu soube que começava naquele momento. Antes que pudesse reclamar, o monstro esbofeteou-a novamente, no outro lado do rosto. Abriu a camisa - rasgou-a, na verdade, minha camisa favorita -, expondo a cicatriz no peito, que adquirira no dia anterior - e, pela rapidez de sua cicatrização, desapareceria amanhã ao mais tardar. Levantou, deixando a mulher aos gritos, e acertou um soco na parede, tão forte que abriu um buraco. Mas isso não era nada comparado à sua verdadeira força - ontem mesmo, enfiara os dedos com tanta força no peito de uma ruiva que arrancara seu coração, e aquele foi seu macabro jantar.

Quebrou três vasos de flores. Com um chute, desmontou a escrivaninha de madeira, que devia ter mais de cem anos. Logo, não restava nada do quarto.

Ele dançou. Como um louco, fez seu canto, o ritual que me matava de vergonha. E então puxou a garota, horrorizada, para um último beijo. Molhado - sedutor - mortal.Ela se debatia, mas já não adiantava. Não poderia impedir o toque de sua boca com a que outrora fora minha.Sua força se esvaía, como acontecera à todas as outras... Por fim, deixou-a cair, morta, pois toda sua energia fora sugada.

O ato final estava terminado. Ele saiu, deixando a sétima vítima do sétimo dia caída no quarto. Sorria, pois amanhã seria um novo dia em meu corpo. Uma nova vítima. E assim se estenderia por toda a eternidade, até que alguém tirasse a maldita máscara de meu rosto.
Reações: