Capitulo 5
A canção do senhor da guerra – Legião Urbana

Marcos jogou o celular no chão, foi até a porta. Olhou para o céu, era lua nova. Irônico. Fora o que pensara assim que viu a lua. Começou a correr até a tal rua, não sabia onde era exatamente, mas sabia que era um pouco distante dali. Começou a correr, então Guilherme entrou na frente dele e o parou, então ficou o encarando e disse:
-Você realmente está pensando em ir lá?
-Claro que estou.
-Você ouviu o cara, tem faxineiros lá, ninguém quer ir de frente contra eles.
-Eu não ligo.
-Como não?! Eles matam qualquer um que sejam ordenados, poucos os que eles não matam, e só uma pessoa que eles não podem lutar e esse alguém é...
-Os superiores deles, ou, o ex-superiores.
-Pois é, eles trabalhavam diretamente para os manda chuva. Quer mesmo ir contra isso?
-Guilherme, eu nunca te falei?
-O que?
-Eu sou um ex-superior, até eu sair. Eu era um. Ah sim, eu sei que você também é um, você se tornou assim que eu sai. Realmente acha que foi coincidência?
Guilherme fica paralisado e encarando aquele momento, então fala:
-Eu não posso ser visto com você. E os outros superiores são a quem eles devem mais lealdade. Se os outros deixaram a ordem que é para matar qualquer um que não seja quem eles não queiram, eles vão matar.
-A não ser que sejam mortos primeiro. Ou...
-Ou...
-Que não enfrentemos eles.
-Como?
-Você vai ver.
Então continuaram a correr, Guilherme não conseguia ver ele como um superior. Geralmente eles eram frios e secos, nem com eles mesmos tinham amizade. Mas Marcos criou um laço de amizade com ele, mesmo que uma amizade distante era uma amizade.

***
Yuri acordara novamente, dessa vez estava amarrado junto com Laila e Mariana. Era melhor assim, se tivesse que as proteger, estaria por perto. Um homem veio do escuro. Yuri olhou em volta. Parecia um local abandonado. Uma cama quebrada, móveis podres, cortinas rasgadas e uma coluna principal quase aos pedaços, onde estava preso. Não sabia quem era, mas sabia que não era boa coisa. O homem se aproximou e disse:
-Então, é você. O ilustre amigo de Marcos.
-Quem diabos é Marcos?
-Ah sim, vocês não o conhecem por esse nome. Acho que é por... Felipe, isso, Felipe.
Yuri deixa sua surpresa aparecer, então o homem continua:
-Ah relaxa, não pretendemos fazer nada contra você, só queremos atrair ele até aqui.
-Como diabos ele chegaria nessa merda de lugar?
-Ah sim, vocês não sabem nada dele mesmo.
-Então me conte!
O homem vira sem expressão no rosto, não gostava quando gritavam com ele, principalmente um “prisioneiro”. O homem deu um soco em Yuri e grita:
-Eu não sou seu coleguinha para você sair gritando! Me ouviu?!
Yuri se mantem em silencio, então o homem sorri e diz:
-Mas eu gostei da sua determinação e ousadia, vou lhe falar tudo, tudo mesmo sobre Marcos Felipe.
***
Marcos e Guilherme chegam próximos a tal casa. Marcos se vira para Guilherme e diz:
-Valeu, por tudo mesmo. Me ajudou a proteger meus amigos. Agora só me diz, porque?
Marcos então se vira e segura a mão de Guilherme, ele estava pronto para ataca-lo com uma faca, não haveria chances se tivesse sido golpeado, então Marcos olha e diz:
-Não é por você né? Estou vendo suas lagrimas. O que eles ameaçaram tirar de você?
-A vida da Mari.
-Você a conhece?
-Conheço, mas ela não faz ideia que eu existe.
Marcos sem mantem em silencio e diz:
-Eu não vou deixar eles fazerem nada a ela. Desculpe-me mas... Boa noite.
A mão se Guilherme começa a enfraquecer, então ele se ajoelha perante Marcos, então desmaia. Marcos se vira para a casa, e começa a caminhar calmamente até lá, cinco pessoas aparecem com as mais diversas armas na mão. Marcos então põe a mão no bolço e diz:
-Malz, boa noite galera.
Todos então na sala começam a ficar fracos e caírem no chão. Marcos continua adentrando na casa. Logo então chega na ultima porta e abre devagar, antes mesmo de olhar para quem estava já disse:
-Você sabe que pode escolher melhores lugares para se esconder, certo?
Então o homem se levanta e olha para Yuri e diz:
-Eu disse que ele ia achar. – Então se vira para Marcos e continua – Pois é. Mas quem disse que eu queria que você não me achasse?
Marcos olha e diz:
-Ah sim, mandar o Guilherme, sei, foi uma péssima estratégia, nesse momento ele está do lado de fora, desmaiado.
-Aquele inútil.
-Ele não é inútil, só não foi o suficiente para mim.
O homem então sorri e diz:
-Criança, como você...
-Eu não sou mais uma criança. E não me trate como tal. Não é só porque você me ajudou a ficar mais forte do que eu já era que eu sou uma criança, e depois de tanto me ensinar, eu fiquei tão forte quanto todos vocês.
-Acha que não fiquei mais forte?
-Não, não acho, até porque, onde estão os outros 3 mesmo?
O homem se vira rapidamente e não vê mais ninguém amarrado, então vira para a direção de Marcos, havia sumido também, então viu um bilhete ao chão que dizia:
“Foi mal, mas eu num queria lutar, não quero. Então eu invadi pela porta da frente, ou melhor, uma ilusão o fez, enquanto você conversava ‘comigo’ eu peguei os outros três. Foi um bom plano o seu, mas não tanto quanto o meu. Ah sim, cuide do Guilherme, e transforme-o em um independente, ele é fraco emocionalmente, foi fácil manipula-lo e conseguir desmaia-lo.
Ass: Seu pesadelo, Marcos”
O homem apenas sorriu e amassou o papel. Sussurrando para si mesmo, “Esse é o meu aluno”.
***
Marcos deixou Mariane na casa dela e depois Yuri na dele. Fora andando até a casa de Laila com ela em suas costas. Entrou em seu quarto, sem que ninguém ouvisse a deitou na cama. Ficou ali parado por um tempo, olhando para ela, agora que reparara em como ela estava bonita desde os 5 anos de idade, sorriu e então foi embora. Chegou em casa e estava voltando pelo muro, assim que chegou a sua varada viu Guilherme deitado no chão, então disse:
-O que?
-Nada, só quero te agradecer, por tirar a Mariane de lá segura.
-Não foi nada, ela é minha amiga, certo?
-Uhun, isso aí. Já vou indo. Só queria agradecer mesmo, até.
-Até.
Marcos ficou pegou a chave e abriu a porta, antes de entrar ficara refletindo. “O que ele teria falado para Yuri?”. Ficou parado por uns 10 minutos, então entrou em casa e a fechou por dentro, se tacou na cama, daqui a duas horas teria mais um dia em sala de aula. E uma coisa era certa, não iria dormir aquela noite.
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