Paranóia

Era dia 10 de outubro, Felipe estava num dia comum voltando da faculdade. Saíra cedo. Foi dia de prova. Decide ver às horas, eram 10 horas e 10 minutos, odiava quando via as horas iguais. Ele nunca entendeu o porquê, mas sempre teve uma sensação de terror, ainda mais quando era dia 10, do décimo mês. Tudo isso soava muito pesado quando pronunciado, chegava a ser medonho.

No momento em que tirou os olhos do relógio, ouviu um pequeno sussurro “Cuidado”. Rapidamente, ele para assustado. Há poucos metros de sua frente, um acidente de carro terrível aconteceu. Um carro bateu no poste, que caiu a poucos centímetros da sua frente. Se não parasse, provavelmente teria sido acertado pelo poste e talvez nem sobrevivesse. Ficou paralisado a principio, mas depois que o momento passou, começou a correr para sua casa.

Chegou em casa e largou sua mochila no sofá como de costume. Subiu diretamente para o segundo andar e se jogou na cama, encarando o teto. Ficou relembrando o acontecimento diversas vezes e não importa o quanto pensasse, não sabia que voz era aquela. “Devo estar enlouquecendo.” – pensou – “Não existe essas coisas de voz do além e tudo mais, deve ser algo da minha mente”. Levantou da cama, pegou sua roupa para ir tomar banho, olhou a hora que estava entrando, 11horas e 01 minuto, não entendeu o porquê, mas percebeu que se diminuísse os números, daria 10. “Estou ficando paranoico” – disse em voz baixa – “Só pode ser isso”. Terminado o banho, ele saiu se secando ainda, e como de costume, olha o relógio novamente, 11 horas e 21 minutos, novamente a conta dava uma derivação de 10.

No mesmo minuto, ele começa a subir a escada e ouve o sussurro “Agora é sua hora”. Ele paralisa novamente. De repente é possível se ouvir o barulho da escada que estava rachando. Em apenas um salto sai da escada, que se parte em pedaços. Exatamente no local onde cairia, uma estaca afiada fica virada para cima. Após isso ouve diversos sussurros de uma vez, não conseguindo entender nenhum. A luz da casa começa a falhar, notou pelo rádio que estava ligado no último volume. Corre para um quarto isolado da casa, localizado no quintal, fica ouvindo as vozes por horas, até que param, sem mais nem menos. Ele sai calmamente do quarto. “Já é noite.” – sussurra para si mesmo – “Quando tempo será que se passou?”. Assim que entra em casa, vê tudo aos pedaços, como se tivesse ocorrido um “poltergaist”.

Felipe anda calmamente, quando cai um lustre em sua cabeça. Ele cai no chão, bota a mão em sua cabeça, a sente molhada e quando olha pra ela, a vê ensanguentada. Nota uma sombra em sua porta, aparentemente um homem adulto. O tal homem sorri e tira um relógio do bolso. Felipe olha e abre um sorriso sarcástico. Eram 10 horas e 10 minutos da noite.

Os olhos deles começam a pesar, tendo como última visão aquele homem, até que se fecha e fica tudo escuro.

Dias depois entra um policial na casa, tudo em perfeito estado, exceto pelo fato de ter o número dez escritos nas paredes e ter um jovem caído no chão. Estava morto. Logo percebeu ao ver a poça de sangue já endurecida e a faca na mão do garoto, manchada de sangue, “Suicídio” – diz o policial – “E aparentemente enlouqueceu”.


Fala aew galera, geral de boa?Essa é uma redação que passaram pra eu e minha turma, e essa é a minha, opnião por favor (tenho certeza que não vão postar p.n. porque eu que to escrevendo, mas enfim) Eu sei que não está no nivel de uma historia do Yuri, mas, é o que eu tentei, ta ai xD

Reações: