OI GEMT LIMD TÃO LIMD *-* (fala aew galera xD, Marcos aqui tambem) Nenhum de nós 2 tem muito o que falar hoje, então simplesmente leiam e comentem :D (mentira, galera, volto a postar semana que vem \o/, não que alguem ligue)

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Iridescente

Iridescent - Linkin Park

Yago finalmente dormia, pela primeira vez em um bom tempo.

Nos três meses que se passaram, nunca conseguia dormir muito bem. Sempre pegava-se pensando no que sua vida se tornara: uma mistura horrorosa de terror e drama. Não conseguia fechar os olhos, o sono lhe fugia completamente. Quase como na época em que seu pai morreu. Mas dessa vez, não eram pesadelos que o afugentava; eram pensamentos. Possibilidades e mais possibilidades passando por sua cabeça, que cismava em pensar na hora errada. Noites passadas em branco, as grandes vala roxas debaixo de seus olhos tornando-se cada vez mais profundas.

A não ser quando tinha Nathalia no braços, é claro. Quando a tinha a seu lado, sabia que passaria a noite diante do véu negro de suas pálpebras.

Naquela noite, uma das poucas que a mãe da amada deixava-a passar com o namorado - após muitas conversas, discussões e acordos à respeito, é claro -, a tinha para si, ma não do jeito que desejava. Fazia parte da regra número do Código: qualquer barulho suspeito que sua mãe escutasse, ligaria imediatamente para a Senhora Rodrigues e os dois perderiam esse direito. Ambos sentiam-se crianças, de modo que não tiveram vergonha ao combinar em fazer bico por uma hora. Mas pelo menos era um começo. Um escape, uma garantia de bom sono.

Mal fechara os olhos e o telefone tocou.

Gemendo em protesto, apertou os olhos. Como se pesassem cinquenta quilos, abriu-os lentamente, sentindo as pálpebras desgrudarem como se cola as prendesse. Tirou o braço direito de cima de Nathalia, como que numa tentativa de não acordá-la, deixando o esquerdo debaixo de seu corpo.

- Espero que sua mãe não interprete esse gemido como sexual - disse ela, numa voz cansada, que se tornara sua marca nas últimas semanas.

Yago sorriu.

- Não seria bem minha maneira de dar "bom dia", mas...

Puxou o celular, que tocava Capricorn, do 30 Seconds To Mars como toque. Passaram-se tantos segundos que a voz de Jared Leto já passara do refrão, cantando agora o primeiro verso.

- Desconhecido - disse, ao ler tanto a habitual sequência de oito números e o nome acima.

- Que desconhecido sem noção liga pra alguém às três da manhã?

Yago sorriu, e só então deu-se conta que os minutos que achara que dormira haviam se transformado em horas.

- Digamos que não são três da manhã na Índia.

Nathalia esboçou um sorriso.

- Alô? - atendeu, levando o BlackBerry ao ouvido.

- Bonjour - disse uma mulher, uma voz que não se encaixava nem na categoria fina, nem na categoria grossa, e que parecia de uma criança e de uma senhora ao mesmo tempo. Yago também conseguiu identificar um sotaque estrangeiro, mas falhou ao tentar reconhecer seu país de origem - Podería falar com o Yago, por obséqueo?
 
- Sim, sou eu - disse rapidamente, cerrando os olhos e abrindo um meio sorriso. Não ouvia a palavra "obséquio" saindo da boca de alguém há muito tempo.
 
- Oh, bonne nuit, jovem Yago - disse - Seu nome é estrangeiro?

- O que? Ah, bem, não sei.

- É um nome bonito, em verdade.

Yago suspirou, franzindo o cenho.

- Oh, é verdade, não me apresentei. Meu nome é Yvonne.

- Te conheço?

- De fato, não.

Yago virou-se para Nathalia, e via nela uma expressão tão duvidosa quanto a dele. Talvez por não estar ouvindo, por mais que ainda assim não teria resposta alguma.

- Como conseguiu meu número? - disse Yago, logo em seguida levando o polegar aos lábios num sinal de silêncio. Nathalia assentiu prontamente, fazendo seu cabelo desgrenhado de quem acabara de acordar sacudir-se, rolando em seus ombros até a cintura.

- Ora, ma chère, nos dias de hoje... - nesse momento, sua voz sumiu por poucos segundos, já que Yago clicara na opção de viva-voz. Voltou como som de cinema, com qualidade baixíssima, porém dando-lhe uma pequena idéia de onde Yvonne estava. Ao fundo, podia ouvir uma música lenta e calma, em português mesmo, porém não conseguiu identificar o cantor, muito menos a letra ou o ritmo. Era um total desconhecido para Yago. - ... com Google e esses outros brinquedos que as crianças usam, dá pra descobrir qualquer coisa.

Yago e Nathalia se entreolharam, abrindo um pouco a boca. A voz da mulher era um tanto calma e controlada, mas ainda assim não deixaram de preocupar-se. Todas os sermões que sua mãe passara sobre internet começaram a fazer um pouco de sentido para ele.

- Mas não - continuou ela - Não estou interessada em suas informações pessoais. O téléfone foi apenas um pequeno esforço de minha parte; considere-se spécial por isso. Pourquoi tu és muito spécial mesmo.

Ouviu Nathalia rir feito criança, e, apesar de ralhar silenciosamente levando novamente o dedo à boca, não pôde deixar de sorrir de leve.

- E posso saber o por que dessa spécialidade? - perguntou, falhando ao imitar o sotaque da mulher do outro lado da linha.

- Ora, já disse-lhe que na internet pode-se encontrar tudo - disse Yvonne, após um belo riso infantil devido ao sarcasmo de Yago - Até mesmo os vidéos que tu fizeste.

Yago tratou de corar logo ao fim da fala da desconhecida, ficando visivelmente vermelho mesmo no quarto quase totalmente escuro, iluminado apenas pelo abajur de lâmpada azul, presente de seu pai assim que completara cinco anos. Era um abajur extremamente normal, principalmente para um presente de criança. Mas gostava de azul, e por isso gostara tanto do presente. Passou a encarar Nathalia, de olhos arregalados, e percebeu que os olhos da namorada estavam tão arregalados quanto. Ela estava branca, um pálido digno de um doente a beira da morte. No entanto, devia ser apenas um susto. Um puta susto mortal. Não precisou pensar muito, e logo percebeu o que se passava na cabeça da amada.
 
Ew, não! Disse, sem emitir som algum, apenas mexendo os lábios.

- E devo lhe dizer, tens une voz muito belle. - continuou Yvonne, como se tivesse esperado um bocado de tempo.

A expressão de Nathalia passou do nojo e surpresa à dúvida, voltando à estaca zero. Meneou a cabeça negativamente, num gesto de "não entendo".

- Ahn, obrigado - respondeu Yago, tomando o celular em suas mãos. Com um tapa de Nathalia, o aparelho voltou a cair no colchão; ela sabia que o namorado pretendia tirar a ligação do viva-voz - Mas bem, a senhora ainda não disse a que ligou.

- Oh, oui, és verdade - respondeu, e Yago quase pôde imaginá-la piscando os olhos e arqueando a sobrancelha, como suas amigas costumavam fazer ao se dar conta de alguma coisa.

- Comme percebe, não sou brésilienne, apesar de morar no Brésil - Yago imaginou que estivesse falando do Brasil, tentando decodificar o código que era aquele sotaque - Vim à seu país, de certo modo, para fugir do meu; na França não há oportunidades para quem quer fazer algo diferente, como eu. Não temos o que os americanos chamam de "American Dream". E sei que vocês também não tem. Mas enfim, mina vida não é de seu interesse, suponho.

Fez uma pequena pausa, e respirou fundo, como que para fazer algo que ensaiara muitas vezes.

- Sou dona de uma pequena gravadora, a C'est la guerre. Significa "Isto é guerra", em sua língua. Não se preocupe, pois nunca deve ter ouvido falar mesmo.

- Isto é guerra? - perguntou Yago, instintivamente, interrompendo o falatório de Yvonne.

- Oui - ela respondeu, e parecia pronta para voltar a falar, porém Yago continuou.

- E posso perguntar o por que?

- Mas não lhe parece óbvio? Porquoi vivemos em guerra. Os humanos sempre vam achar razão para briga. Como uma cantora já disse: desde sempre tudo é motivo pra jorrar sangue cada vez mais. Até mesmo em música, estamos em guerre. Os anos passaram, mas a história ainda não teve fim: os famosos devem agir como angels, como um exemplo a ser seguido. Os que não o fazem, são condenados. Mas serão todos os seres humanos angels? E há sempre a questão daqueles que não seguem tal gosto musical. A questão da inveja. Nunca entendi muito bem o por que somos tachados de invejosos apenas por não querer ouvir certa música. É uma desculpa para os fans criticarem os diferentes e excluir-los, como estranhos?

Yago pensou por um momento.

- Ser diferente já devia ser normal, não acha, jovem Yago?

- Mas enfim - continuou Yvonne, após uma pequena pausa - Vous já deve saber o que irei pedir-lhe, ao contrário de seu acompanhante;

Yago sorriu, olhando para Nathalia. Ela era boa para saber que desde o inicio ativara o viva-voz.

- És homem ou mulher? - perguntou a francesa.

- Mulher - respondeu - Minha namorada.

- E ela tem nome?

- Nathalia. É Nathalia.

Ouviu um riso baixo do outro lado da linha, e sabia que era um sorriso se formando.

 - Bonjour, Nathaly.

- Ah, oi - respondeu Nathalia, pela primeira vez falando - E o certo é Nathalia.

- Claro que é - disse Yvonne, de um modo que fez as orelhas de Nathalia esquentarem de raiva, que dispensa motivos - Mas bien, jovem Yago, liguei-lhe principalmente por seus vídeos. Tua voz és linda, como já disse. E tens abilidad ao piano e à guitare. Vi que gosta de música calma, como a que sei que pode ouvir ao fundo de minha sala. Oui, é música brésilienne, mas provavelmente tu não conhece o cantor.

- Como já disse, minha gavadora é pequena. Estamos mais preocupados em lançar pequenos artistas, que podem chegar à nível nationale, ou internationale. De modo que somos afiliados à uma gravadora grande.

- Mas a proposta principal, o motivo porquoi liguei-te, é: sua voz e seu estilo são bien o que procuramos, e gostaríamos de gravar com vous.

Yago já esperava tal proposta, e, conhecendo a namorada, não se surpreendeu ao vê-la quase pulando da cama sussurrando "What the fuck!?", num tom de voz que deixava bem claro que preferia gritar. Yvonne riu, novamente provando o quão apurado era seu ouvido. Finalmente, Nathalia baixara a guarda, então conseguiu puxar rapidamente o telefone, trocando a opção de escuta. Assim que a namorada percebeu, pulou sobre Yago, não conseguindo agarrar nada além de ar. Caiu na cama, fazendo o característico barulho de quando alguém caia sobre um colchão. Novamente preocupou-se em chamar a atenção da mãe de Yago.

- Eu posso te ligar mais tarde? - perguntou Yago, com o telefone colado à orelha - É que são meio que três da manhã.

Nathalia levantou-se, dando a volta na cama até chegar ao lado de Yago.

- Ah, bem - ele respondeu, ignorando a série de sinais que a namorada fazia - Eu prefiro não passar minhas informações pessoais aqui. Por que mamãe me ensinou a não pegar carona com estranhos, e tenho certeza que isso se encaixa na categoria - disse, com um sarcasmo charmoso - Não, não moro no Rio. Quer dizer, sim, no Rio estado, eu moro, mas não no Rio cidade. Eu não coloco meu endereço de verdade no meu Orkut, pelo amor de Deus. Se eu tiver confirmação de que você é quem você diz ser, eu te conto. Não sei. Vou pensar - Nathalia arregalou os olhos e sussurrou um "não", em protesto - São três da manhã, senhora. Não vou pensar nisso agora. - Nathalia então grunhiu de raiva, batendo os braços nas pernas, fazendo barulho. Deu as costas e começou a caminhar pelo quarto, claramente revoltada - Sim, obrigado. Sim, eu entro em contato novamente. Au revoir.

***

- Eu não acredito - disse Nathalia, sem rir, como imaginou que faria - Esse microfone estraga sua voz.

Pressionava os dois lados de um fone de ouvido gigantesco, estilo DJ, esboçando um sorriso cada vez maior. Era apenas o primeiro vídeo que ouvia. Na discrição, estava escrito apenas uma coisa: "Valentine's Day", Linkin Park. Não conhecia essa música, e aparentemente não eram muitos que conheciam também. Um vídeo relacionado, logo abaixo de uma propaganda do YouTube, parecia ser o video oficial da banda, apenas com a capa do CD Minutes to Midnight. Com o pouco que sabia de inglês, era impossível de entender o namorado cantando, quase totalmente fluente. Havia o sotaque, que quase desaparecia. A voz de Yago era totalmente diferente da de Chester Bennington, porém não era dificil imaginar o namorado alcançando as notas certas, caso fosse uma música de gritos. No canto inferior direito, podia ver o tímido número de exibições: duzentos e cinco, desde que o vídeo fora postado, dois anos antes. Os comentários pareciam preferir elogiar a beleza de Yago à sua voz.

- Ficou pixealizado, eu sei - respondeu Yago, de modo que Nathalia não soube se ele referia-se a imagem, também de péssima qualidade, ou à própria voz - Mas foi o melhor que eu podia fazer com o computador antigo.

- Ainda assim, tá ótimo - disse Nathalia, quase que um zumbi, de tanto que prestava atenção ao vídeo.

- Você é suspeita de falar.

- Não com esse cabelo armado.

Nathalia acertou um tapa barulhento no braço de Yago, mas não se preocupou em acordar ninguém dessa vez. Nesse exato momento, o vídeo acabou, assim que o violão tornou-se silencioso. Yago sussurrou algo como "pena que eu não tinha guitarra", mas os fones impediram-a de ouvir claramente. Clicou no próximo vídeo, um mais recente, postado um ano antes. Dessa vez, estava ao piano, tocando uma música que conhecia bem.

- You Found Me! - exclamou.

Yago sorriu.

- É, essa mesmo.

Nathalia ouvia a música com júbilo. Cantava baixinho o refrão, como que para não estragar a música. Ouviu uma terceira voz, unindo-se à sua e a do Yago do YouTube. Era Yago, o Yago real, cantando, como se tivesse memorizado cada movimento. Nathalia tirou os fones de ouvido lentamente, como que para não alarmar Yago do que estava fazendo. Ouviu sua voz ao vivo, e não havia comparação. Era linda. A música acabou e nem percebeu. Yago virou-se, passando a encará-la. Sorriu. Como que para disfarçar, Nathalia falou:

- Você pode ser mais perfeito?

O sorriso de Yago cresceu.

- Deixa minha mãe ficar surda e eu posso tentar.

Nathalia riu, abaixando-se para beijar de leve seus lábios.

- Postando vídeo de música na internet. É o que, a Rachel de Glee ou Justin Bieber?

- Você perdeu a moral comigo no "Justin Bieber".

- Não seja uma bruxa do inferno - disse Nathalia, rindo.

Não esperou que o namorado fosse entender; não lia os mesmos livros que ela.

- Devíamos dormir - disse Yago, por fim, e apertou o circulo azul no centro da torre de seu computador Positivo, dando o que pretendia que fosse um último beijo em Nathalia.

- Depois dessa, não tem como dormir.

- E também não tem como fazer o que quer que você queira fazer, então trata de abaixar o fogo.

Yago jogou-se na cama e se cobriu, percebendo pela primeira vez que estava frio. Fora meio que a segunda regra que os dois usassem pijamas longos (lê-se calça e camiseta) para dormir, de modo que agradecia pela primeira vez. Não queria acordar com a garganta toda ferrada, ou pior, com um resfriado.

Nathalia, a contragosto, aninhou-se nos braços de Yago novamente, numa cópia quase perfeita do modo que dormiam antes. Puxou a coberta, como o namorado fizera, e beijou-o novamente. Deixou a cabeça deslizar até seu peito, e fechou os olhos.

Yago fez o mesmo, sentindo seu corpo esquentar, uma sensação com a qual já se acostumara perto de Nathalia.

- Você vai aceitar a proposta daquela Yvonne? - perguntou Nathalia, novamente olhando em seus olhos. Sussurrava, como que se preocupasse novamente em acordar alguém.

- Não sei.

- Pois devia.

- E que diferença faz? É gravadora pequena, não vai vender milhões de cópias - disse Yago, e só depois percebeu pela primeira vez que gravaria um CD, e não vídeozinho para postar na internet. O pensamento o fez estremecer de leve, de modo que Nathalia não sentiu.

- Mas é associada com gravadora grande. Cê pode ficar famoso, Yago.

Ele riu.

- E assim, você seria a namorada sempre na mídia de Yago Vieira, rockstar brasileiro.

- Não foge do assunto.

Yago fez um muxoxo, suspirando no escuro.

- Eu não sei, já disse.

- E por que não? Eu vi como você ficou feliz com a ideia. Vi como seus olhos brilharam.

- Estava escuro.

- Chame de conexão espiritual,ou de qualquer porra dessas, eu sei como você se sentiu.

Yago suspirou novamente.

- É o que você quer, não é?

- Eu quero que você tire da cabeça esse pensamento clichê de que você não quer realizar o seu sonho. Por que você quer. Eu sei que quer. Posso sentir que você quer sorrir nesse exato momento, e que mal pode esperar pra subir num palco de um lugar cheio de gente, seja um barzinho de esquina tosco e todo vomitado ou um palco cheio de luz e faísca, tipo banda de rock. Então lança essa droga de CD, antes que eu enfie o microfone na sua boca e isso pegue muito mal para você.

Yago sorriu, dessa vez sem forçar. O sorriso amarelo e por fim murchou, deixando sua vulnerabilidade à mostra.

- Mas e se eu ferrar tudo?

- Por que você faria isso?

- Nathalia, eu sempre ferro tudo.

A mente de Nathalia viajou em flashes do últimos seis meses. O primeiro beijo deles, que não fora nem de perto o que um primeiro beijo deveria ser. O dia em que lhe contara da morte de seu pai - e logo percebeu que a definição de "ferrar tudo" voltava no tempo muito mais do que ela podia esperar. O primeiro encontro, ferrado por seu passado. O aniversário de um mês, que podia ser perfeito até Yago pressioná-la, por mais que ela mesma não considerava isso como mancada. A festa, novamente ferrada pelo passado de Yago. Gustavo - essa ela guardou para si mesma; ela tinha boa parte nesse "ferrar tudo" que nunca chegaria ao conhecimento de seu amor. E o episódio da quase-gravidez, por mais que fosse bem culpa dos dois. Esses mesmo flashes deviam estar passando na cabeça de Yago, pensou.

- Mas tem vezes que dá dentro também.

- Que vezes?

Nathalia puxou-o para um beijo, demorando-se o máximo que pôde, até não sentir mais ar nos pulmões.

- Essas vezes.

Yago sorriu, um meio sorriso que logo desfez num selinho.

- Boa noite - disse Nathalia.

- Boa noite - respondeu Yago - Sonhe comigo.

Nathalia sorriu.

- Não preciso. Já virou realidade.
 
Agora você faça virar realidade também.

Aconchegando-se no abraço do namorado, dormiu rapidamente. O mesmo aconteceu com Yago. A decisão ainda estava por vir, mas estavam juntos nessa. Como sempre estariam.
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